Domingo, 30 de Janeiro de 2011
A FORÇA DA RAZÃO

Uns mais tarde, outros mais cedo, de bom grado ou resignados, por convicção ou por falta de argumentos, os “profetas da desgraça” e os “fazedores de opinião” lá vão mudando o seu discurso, como quem “não quer a coisa”, para “não dar muito nas vistas”, não vá alguém confrontá-los com as suas contradições.

Uma coisa é certa, afinal os “tais mercados”, em vez de reguladores e auto disciplinadores, são, mesmo, mauzinhos. Não foram estes “garotos” que nos tinham prometido baixar os juros e moderar a especulação se aceitássemos o PEC, que passou a PEC1 quando foi necessário o PEC2 que, por sua vez, continuou num PEC3, seguido dum Orçamento de Estado que incluiu um PEC4 com cortes salariais e outras coisas mais?

Mas os juros não baixaram, a especulação financeira continuou e as ameaças do FMI aumentaram. Tudo serve para amedrontar, mas ninguém explica porquê nem de quem. É tudo muito difuso e surreal. E temos que estar muito caladinhos porque se os “mercados” (a actual PIDE financeira) nos ouvem ainda vamos todos para a bancarrota (antes era para a prisão). Será, então, um aumento desmesurado de desemprego (e não é o que já temos?), a falência das empresas, a crescente dificuldade económica das famílias, o proliferar da violência, etc.

A nova solução dos “iluminados” é substituir o Estado Social pelo Estado Policial. Não se procura saber a origem dos problemas de forma a evitá-los, o que é preciso é atacar as consequências a tiro e à bastonada. Como se as consequências fossem estancadas sem necessidade de erradicar as causas que as provocaram. Grande capacidade de raciocínio!

No entanto, continuam os comentadores, teóricos das políticas económicas vigentes, a discorrer sobre o assunto, dando voltas sempre dentro da área que a circunferência das suas mentes tacanhas e formatadas delimitou, como se ainda fosse possível encontrar a solução para o problema dentro do sistema que idealizaram.

Meteram naquele “chip” a que ainda chamam cabeça que a economia deveria funcionar de acordo com os interesses financeiros. Imaginaram uma actividade lucrativa sem necessidade de investimento produtivo, como se fosse possível gerar riqueza a partir do “nada”. Uns mais tarde, outros mais cedo, finalmente, reprogramaram o “chip” e chegaram à conclusão que só se acrescenta mais-valia real a algo palpável. Tudo o mais é tóxico como lhe chamam agora.

Grande novidade! Aquelas “mentes finas” perceberam que a exportação é essencial para o equilíbrio da nossa balança de pagamentos. O problema é que, agora, já pouco temos para exportar. Como poderíamos ter se, há mais de vinte e cinco anos a esta parte, andamos a destruir a nossa agricultura, as nossas pescas e a nossa indústria?

Mas, nem só da exportação vive a economia nem a nossa autonomia financeira. Vive também, e com igual importância, da não importação. Porém, esta só se consegue promovendo o sector primário, fornecendo matéria-prima à indústria, criando postos de trabalho, aumentando a produção nacional, dinamizando o comércio interno.

Vontade política para romper com práticas condenadas ao insucesso, onde estás?



publicado por livrecomoovento às 19:20
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Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011
FALTA DE ESTRATÉGIA

A falta de estratégia tem levado à multiplicidade de problemas no sector das pescas, bem como em actividades dele dependentes como, por exemplo, o ainda recente caso da fábrica da COFACO na Ilha do Faial. A falta de definição dos tipos de pesca, da preservação dos recursos piscícolas economicamente mais valiosos e do esforço de captura de determinadas espécies, aliada a idêntica indefinição dos tipos de embarcações que devem operar nos nossos mares, conduz à atribuição de licenças de pesca, de forma indiscriminada, nuns casos, e discricionária noutros. Esta amálgama de indefinições permite que, embarcações concebidas para um determinado tipo de pesca se dediquem, depois, a outros, delapidando os nossos já fracos recursos sem critério, sem qualquer respeito pela sustentabilidade do ecossistema e levando à falência os armadores locais, com embarcações e artes concebidas para pesca selectiva e facilitadora da renovação dos stocks piscícolas. Esta falta de estratégia tem provocado diversas ondas de contestação entre os profissionais da pesca e a tutela, mas, também, quezílias entre os próprios pescadores, como as situações ocorridas na Ilha Santa Maria e na Ilha das Flores. Porém, para o Governo, tudo está bem, mesmo que os pescadores por conta de outrem continuem sem contratos de trabalho que lhes garantam os seus direitos, e os subscritores do FUNDOPESCA continuem a discordar dos critérios de atribuição impostos pelo responsável do Governo no respectivo Conselho de Administração. O sector degrada-se de forma paradoxal, uma vez que continua a ser considerado primordial para a nossa economia. Não se incentivam, de forma eficaz, iniciativas complementares que diversifiquem a actividade das comunidades piscatórias, que possibilitem o pluriemprego e novos empregos, com a criação de investimentos relacionados com o mar, proporcionando, assim, o aumento dos recursos económicos destas comunidades, o seu desenvolvimento social e a sua progressiva estabilidade financeira. A preocupação do Governo está nos números, no aumento de capturas. Mas sem uma análise científica dos motivos, da razoabilidade do esforço, nem da probabilidade da sua manutenção. Propaga o êxito da safra, mas não nos diz quem, na realidade, mais lucrou, uma vez que os pescadores continuam a queixar-se da inviabilidade económica da sua actividade. Tarda uma estratégia para a viabilidade económica do sector e o reconhecimento da dignidade de quem nele trabalha. É urgente definir o que pretende o Governo: - Um sector estável, com trabalhadores devidamente contratualizados, informados, com formação específica e perspectivas do exercício digno duma actividade que contribua de forma significativa para a economia dos Açores? - Uma pesca selectiva, orientada para a qualidade do produto, a sustentabilidade económica do sector e a preservação do nosso ecossistema? - Ou uma pesca predatória, orientada para o lucro a curto prazo, em que o que conta são as toneladas de pescado capturado, “e quem vier depois que feche a porta”? Convém que o Governo se defina porque as duas soluções são antagónicas.



publicado por livrecomoovento às 17:25
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Domingo, 16 de Janeiro de 2011
NASCIMENTO ESTEREOFÓNICO

Presunção e água benta (…).

Há quem, alguns anos a esta parte, tenha afirmado: “Eu nunca me engano e raramente tenho dúvidas”. Esta frase ficou célebre, não pela sua veracidade, mas pela sua falta de humildade e excesso de arrogância. Até porque, lá diz a sabedoria popular, só não se engana quem nada faz. Eu arrisco-me a acrescentar que raramente tem dúvidas quem pensa de forma ego centrista e não tem capacidade intelectual de análise perante uma nova situação.

Não podemos, com prioridade, afirmar verdades universais e absolutas, sob pena de não compreendermos, à luz do conhecimento científico actual, porque queimaram Galileu, acusando-o de bruxo.

Abomino teorias inquisitórias e a arrogância da capacidade e do saber universal incontestável. Desconfio, solenemente, de quem avisa quem do quê, e de quem avisa para consequências antecipadas, principalmente de causas em que foi autor, como se nunca tivesse estado envolvido, e, simultaneamente, apadrinhe, de forma dissimulada e hipócrita (porque consciente), as políticas económicas seguidas.

Não tolero as afirmações convictas de quem usa “palas” e analisa a situação sempre na mesma linha de raciocínio, possa embora tratar-se de incapacidade intelectual ou falta de conhecimento. Mas revolta-me, ainda mais, ouvir de quem, pensando, conscientemente, duma maneira, emite uma opinião contrária, de forma a convencer (enganar), por encomenda ou interesse pessoal, quem possa ser, incautamente, influenciado. É um crime indesculpável.

Eu tenho muitas dúvidas e, metodicamente, interrogo-me sobre a validade do meu raciocínio relativamente aos problemas da sociedade contemporânea e sobre a melhor forma de os resolver para o futuro. Acredito nas pessoas e no bom senso de quem diz: “Não tinha pensado no problema, partindo desse ponto de vista”, porque, frases como esta só demonstram inteligência e capacidade de raciocínio, para além de outras virtudes.

No entanto, há quem pense que, para alguém ter os seus conhecimentos, as suas capacidades, a sua honestidade e outros atributos, terá que nascer duas vezes. Está tecnologicamente desactualizado. Basta promover um nascimento estereofónico, o físico numa proveta e a intelectualidade num “chip”, gerado à imagem e programado à semelhança da perfeição pretendida.

Para além duma poupança de tempo, estaria produzido laboratorialmente, o incontestável, o novo Deus feito economista, o “salvador da pátria”; pese embora a sua incapacidade de o ter sido durante os últimos vinte e cinco anos em que influenciou, directa ou indirectamente, o descalabro da nossa economia, o desmantelamento do Estado social e o buraco em que se encontra o sistema financeiro português.

Mas, felizmente, haverá sempre alguém que diga: “Mente castrada? Não!!!”.



publicado por livrecomoovento às 17:08
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Sábado, 15 de Janeiro de 2011
PORQUE VOTO MANUEL ALEGRE

A minha intervenção na apresentação da Comissão de Honra da Candidatura de Manuel Alegre, nos Açores – Hotel “HORTA”, 15 de Janeiro de 2011.

 

Exmº. Senhor Mandatário da Candidatura de Manuel Alegre, para os Açores;

Exmºs. Senhores Membros da Comissão de Honra da Candidatura de Manuel Alegre, para os Açores;

Caros Amigos e Companheiros desta tão importante luta.

 

Permitam-me tecer algumas considerações sobre os motivos porque estamos empenhados nesta eleição.

Estamos empenhados porque queremos um Presidente que tenha dúvidas, mas saiba como as resolver.

Queremos um Presidente que acredite em nós e não nos acuse de irresponsáveis.

Queremos um Presidente que defenda que há vida para além do Orçamento e que as pessoas estão em primeiro lugar.

Estamos empenhados na sua eleição porque sentimos a necessidade dum garante das conquistas de Abril. Um garante da defesa da Constituição.

Queremos um Presidente que defenda o sistema financeiro ao serviço da economia e a economia ao serviço das pessoas, e não o contrário.

Queremos, em resumo, um Presidente que defenda Estado Social, a Democracia e o bem-estar para todos.

Queremos e vamos lutar por ele.

Obrigado por terem vindo.



publicado por livrecomoovento às 17:02
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Domingo, 9 de Janeiro de 2011
ANO NOVO MAIS JUSTO

Na abertura deste novo ano, desejo que os leitores desta coluna, e não só, tenham um ano de 2011 mais justo.

A actual situação do país, motivada por uma política económica suicida, sucessivamente protelada por quem exerceu o poder político desde a intervenção do FMI em Portugal, em 1983 e agravada pela crise financeira internacional, chegou a uma encruzilhada.

Teoricamente o FMI tinha ido embora. Mas, na prática, manteve-se por cá impingindo a sua política fratricida na economia portuguesa. Destruiu a agricultura e desmantelou as pescas. A nossa indústria é recordada pela visão das ruínas das antigas fábricas, numa aparência fantasmagórica, acusadora da nossa inércia perante os acontecimentos.

Tudo se passou a reger pelo ditame financeiro, o que favoreceu a especulação, limitou o progresso educacional e reduziu a nada o investimento gerador de riqueza comum, apadrinhou a hegemonia das multinacionais sem rosto e destruiu o tecido empresarial empregador que emergia em Portugal.

O ciclo repete-se e, apesar da comprovada falência da política seguida, o sistema tenta refundar-se sobre as cinzas da sua nefasta consequência, resolvendo a situação com uma peneira colocada à frente dos nossos olhos.

Os problemas são sempre os mesmos, os teóricos preocupam-se com os desempregados em vez de promoverem a criação de emprego, a pobreza é apontada como um mal e não como uma consequência. Lamenta-se, mas não se apresentam soluções porque não as há dentro do actual sistema de especulação financeira.

Resta-nos a esperança de que, após profundas convulsões, nem tudo continuará igual. É certo que o domínio da economia e o poder financeiro voltaram às mãos das mesmas famílias que mandavam antes do 25 de Abril, mas houve conquistas: as relações sociais, o respeito pelas minorias, pelo direito à diferença, a liberdade de expressão, entre outras, já não permanecem iguais.

Permitamo-nos, de forma mais acentuada e pertinente, pôr em causa a solução que, invariavelmente, nos tentam e têm conseguido impingir. Está nas nossas mãos provocar estas mudanças. Queiramos deixar-nos deste individualismo doentio, deste estado de letargia egoísta, desta inércia historicamente criminosa e, sobretudo, do fatalismo preguiçoso.

Assumamos as nossas responsabilidades individuais e colectivas para com o futuro e o progresso da humanidade. Teremos então, e certamente, apesar das dificuldades, um ano de 2011 mais de acordo com o sentido de justiça que, acredito, se mantém recalcado em muitas consciências.

Faço votos para que neste novo ciclo, marcado por esta crise, algo de mais profundo se altere, de forma eficaz, sobretudo na economia e na justiça social.



publicado por livrecomoovento às 18:48
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Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011
E se os políticos tivessem livros de reclamações?

E se quem neles votasse pudesse ter algo como “se não ficar satisfeito, devolvemos o seu voto”? Ou “se encontrar um melhor político, nós oferecemos a diferença”.

Vem este devaneio a propósito de um fenómeno que não deixa de ser paradoxal nos dias que correm: ao mesmo tempo que os cidadãos adoptam (e bem) uma postura cada vez mais exigente na defesa dos seus direitos enquanto consumidores, assiste-se ao badalado crescente alheamento político da generalidade da população. Ao mesmo tempo que vemos os cidadãos rapidamente reagirem caso um LCD ou um telemóvel que tenham comprado avarie durante a garantia, a postura perante um corte salarial ou a perda de um qualquer direito económico, social ou até mesmo político tende a ser contemplativa. Mas porquê tal discrepância de posturas? Porquê um cidadão consumidor tão activo em contraste com um cidadão político tão conformado?

Como parece evidente, a defesa de um direito de consumo é algo pessoal, é algo que mexe directamente no bolso do cidadão. E se este não reagir, ninguém o fará por ele. Logo, caso algo corra mal, este cidadão consumidor hesita cada vez menos em pedir o livro de reclamações, em desancar o funcionário que lhe presta o serviço ou a pedir até para falar com o gerente. Porque a ele, ninguém engana ou, dito até de forma mais simples, a ele ninguém o faz passar por parvo.

Curiosamente, a nível político, tal grau de exigência parece pura e simplesmente desvanecer-se em franjas cada vez maiores da população. Questões que não afectem em exclusivo tal cidadão, questões da coisa pública, de governança ou questões de direitos, passam a ser vistas como inatingíveis. A indignação existe, mas não dá lugar à acção por não se vislumbrar um retorno imediato de tal esforço.

O fenómeno acima é apenas mais um dos resultados de uma sociedade pautada pelo individualismo. Uma sociedade em que a defesa de direitos comuns, numa lógica solidária, é de facto encarada como quase exótica. Ou seja, as causas de tal fenómeno não constituem novidade. De qualquer modo, independentemente dos juízos de valor que possam ser feitos a este respeito, importa que a política também se consiga adaptar a este individualismo crescente dos cidadãos. E importa também que se aprofundem mecanismos democráticos que possam dar feedback imediato aos cidadãos.

Se calhar têm de ser encontrados livros de reclamações para os cidadãos insatisfeitos com os seus representantes. Se calhar importa aplicar medidas de qualidade que melhorem o desempenho democrático. Se calhar importa encontrar equivalentes políticos aos dois anos de garantia a que os consumidores têm direito quando adquirem um produto. Não se trata de defender uma democracia do consumo. Mas não querendo recorrer a lugares comuns, parecemos chegar sempre à mesma conclusão: a democracia tem de conseguir dar maior feedback aos seus cidadãos. Tem de continuar a profundar mecanismos para melhor responder à sua participação. Tem de compensar o seu esforço participativo. Tem de ser criativa e exigente consigo própria, pois só assim conseguirá inverter a perigosa tendência de alheamento perante a coisa pública.

 

E se quem neles votasse pudesse ter algo como “se não ficar satisfeito, devolvemos o seu voto”? Ou “se encontrar um melhor político, nós oferecemos a diferença”.


publicado por livrecomoovento às 11:27
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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011
AMIGO DO CAVACO FAZ 336 DESPEDIMENTOS

 
Groundforce: Trabalhadores responsabilizam Governo por despedimento por e-mail
Sindicato repudia "a atitude do Governo e dos ministérios da tutela que deixaram que 336 funcionários fossem despedidos por e-mail". Bloco de Esquerda questiona Governo. Presidente da Groundforce pertence ao núcleo duro da campanha de Cavaco.
Artigo | 12 Novembro, 2010 - 03:09
 
Trabalhadores da Groundforce do aeroporto de Faro manifestam-se após terem a informação dos despedimentos, 11 de Novembro de 2010 Foto de Luís Forra/Lusa
Os 336 trabalhadores de Faro da Groundforce, que foram despedidos por e-mail, manifestaram a sua revolta nesta quinta feira e denunciaram que o despedimento colectivo foi “programado” com a TAP em “conluio” com o Governo. Como que a confirmar a denúncia, há que notar que a TAP foi a primeira companhia aérea a cancelar o contrato com a Groundforce.
Nos seus protestos os trabalhadores empunharam cartazes, num deles podia-se ler: “Prejuízos??? Mas os senhores administradores ganharam prémios de boa gestão”. Entre os administradores, destaca-se Luís Correia da Silva, presidente da Groundforce indicado pela TAP. Luís Correia da Silva é da direcção da actual campanha de Cavaco Silva, pertencendo ao seu núcleo duro. Luís Correia da Silva já participara na anterior campanha de Cavaco Silva, sendo na altura responsável pelo marketing e eventos.
O presidente do Sindicato dos Técnicos de Handling dos Aeroportos (STHA), André Teives, anunciou entretanto que vai pedir uma audiência ao primeiro ministro, José Sócrates, como reacção à atitude do Governo. António Goulart da União dos Sindicatos do Algarve (USA/CGTP) declarou ao Diário Económico que o despedimento dos 336 trabalhadores vai custar ao Estado três milhões de euros, no mínimo, em subsídios de desemprego. O dirigente da USA afirmou ainda: “É um despedimento como nunca se viu na região. É um despedimento violento e selvagem. É um despedimento que vai ter um impacte enorme na economia do concelho de Faro e da região e, a concretizar-se vai engrossar a longa lista de desempregados no Algarve”.
O Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre este despedimento colectivo, perguntando se o Governo foi “previamente informado”, que medidas pretende “adoptar no sentido da manutenção dos postos de trabalho” e se confirma “que o encerramento da unidade de Faro da Groundforce resulta dos cortes nas empresas públicas, decididos para aplicação do plano de austeridade” (aceda aos requerimentos ao ministério do trabalho e ao ministério das obras públicas).
Artigos relacionados:
Groundforce despede 336 trabalhadores em Faro
Governo traça quadro negro da TAP, para justificar privatização



publicado por livrecomoovento às 12:25
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