Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
A DEMOCRACIA ESTÁ EM PERIGO SEMPRE QUE IMPERA O MEDO

O medo é a principal arma das ditaduras

Tudo o que sabíamos dos serviços secretos do Estado português, Jorge Silva Carvalho e a Ongoing chegava e sobrava para uma ação exemplar, em que não ficasse pedra sobre pedra. A informação de que Silva Carvalho e outros ex-agentes do SIED, a trabalhar para Ongoing, recolheram e fazeram divulgar informações sobre a vida privada de Francisco Pinto Balsemão, dono da Imprensa, com quem a empresa empregadora do ex-espião mantém um contencioso (que, para que fique claro, não me diz respeito), já está para lá do que se poderia imaginar.

Se tudo o que temos sabido for verdade, ninguém está a salvo. Qualquer um que critique Silva Carvalho ou ponha em causa os interesses da Ongoing pode ver, de um dia para o outro, a sua vida privada devassada. Como em qualquer ditadura, o poder desta gente sustentar-se-á no medo.

Tudo isto começa a atingir proporções tão assustadoras que não pudemos fechar os olhos. Se a Ongoing e Silva Carvalho fizeram o que se escreve que fizeram, todos os responsáveis por isto têm de acabar atrás das grades. E todos os seus cúmplices políticos têm de ser responsabilizados. Porque com a nossa liberdade não se brinca.

Por enquanto, estamos perante uma nebulosa. É tudo demasiado escabroso e reles para parecer verdade. Mas isto não é mais um escândalo. Que se cuidem os que, tendo um envolvimento direto ou indireto nisto, estão só à espera que a coisa passe. Se ainda nos consideramos um Estado de Direito, não pode passar. Confirmando tudo o que se tem escrito, estamos perante gangsters. E a lei tem de saber como lidar com gangsters e com os seus cúmplices.



(NOTA: Os título e subtítulo são meus, o texo é de D.O. - Jornal Expresso)



publicado por livrecomoovento às 11:09
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Segunda-feira, 21 de Maio de 2012
TUDO TEM UM FIM

O maior medo dos especuladores é que os especulados percam o medo.

A Europa está a ficar 'grega'

 

A Senhora Merkel vai sair mal da tragédia que provocou (…). E urge mudar. Porque se não o colapso europeu será tão amplo como o da velha União Soviética…

(Mário Soares)

 Quando se estica uma corda, normalmente rebenta pelo ponto mais fraco. Porém, neste caso, penso que não se trata duma corda, mas sim dum barco. Ora, um barco com um rombo, quando vai ao fundo, leva fracos e fortes indiscriminadamente. Portanto, a ameaça de Alexis Tsipras não é tão ridícula quanto parece, quando alerta que o pagamento da dívida está dependente do apoio à Grécia. É que a coligação de esquerda Syriza, ao contrário do que fez o governo PSD/CDS, pagará, em primeiro lugar, aos trabalhadores gregos e, só, depois aos agiotas.

Sinal do desnorte generalizado dos atónitos economistas de pacotilha é a proliferação de opiniões contraditórias que vão desde o “sai já” até ao “não pode sair”.

Os especuladores financeiros dizem: “sai já” porque preferem perder a dívida grega, desde que não seja posta em causa a sua agiotagem, o que representa um sinal de fraqueza da sua política. Os economistas conscientes e industriais europeus dizem: “não pode sair”, porque têm noção do desastre económico protelado pelo efeito dominó daí resultante.

Os bancos franceses detêm 50.000 milhões de euros de dívida direta grega e mais 30.000 milhões de dívidas indiretas. Um rombo destes baixaria o “rating” da França para um nível insuportável pelos “tais” mercados.

Itália e Espanha têm, também, avultada participação em dívidas externas. A situação da banca espanhola está à beira do desastre, o que quer dizer que, cumprindo-se a ameaça, seria classificada abaixo de lixo, arrastando a Itália consigo.

Esta situação arrastaria, também, e inevitavelmente, Portugal e Irlanda. Por sua vez, tudo isto está “pendurado” nos bancos alemães. Não é necessário um tratado de economia para imaginar o que isto representa em termos financeiros, bem como os seus reflexos na economia dos países europeus.
Podem asfixiar o povo grego, desrespeitando a sua vontade democraticamente expressa, em mais uma tentativa de protelar esta política ruinosa, mas a situação é tão abrangente que tende a repetir-se com maior frequência e forma mais profunda, não só na Grécia, mas por todos os países europeus, incluindo a própria Alemanha.

A Grécia é o berço da democracia. A História não se repete, mas tem ciclos e estamos, seguramente, num momento de rutura com a política desastrosa que a direita tem imposto na Europa. Os resultados obtidos pela esquerda grega é um sinal da reviravolta que está latente. Os resultados de eleições regionais na própria Alemanha têm-no demonstrado.

A França é o símbolo, por excelência, dos ideais republicanos em todo o Mundo. A coincidência destes resultados, na Grécia e em França, a par da previsível derrota de Merkel em 2013, constitui um fator histórico determinante da mudança de rumo que se adivinha.

A ganância ilimitada esbarrou com um limite. O capitalismo cavou a sua própria sepultura. Todas as manobras que a especulação financeira engendre, apenas prolongam a agonia deste sistema que já está ligado às máquinas. É a oportunidade de rutura com este sistema caduco e repressivo.

 

Publicado no jornal INCENTIVO



publicado por livrecomoovento às 03:26
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2012
O BERÇO DA DEMOCRACIA QUER FAZER VALER OS SEUS PERGAMINHOS

Todos os partidos descem menos a Coligação de Esquerda Radical

Primeira sondagem pós-eleitoral na Grécia dá vitória ao Syriza

10.05.2012 - 20:12 Por Maria João Guimarães

Alexis Tsipras, o líder do Syriza, o partido de esquerda radical que surge como vendedor na última sondagem
Alexis Tsipras, o líder do Syriza, o partido de esquerda radical que surge como vendedor na última sondagem (Kostas Tsironis/AFP)
A primeira sondagem desde as eleições de domingo mostra um segundo sismo na política grega: o Syriza (Coligação de Esquerda Radical) surge como primeira força política com 27,7% dos votos (e, eventualmente, 128 deputados, com o bónus dado ao mais votado), o Nova Democracia com 20,3% (e 57 deputados), o PASOK com 12,6% (e, assim, 36 lugares).

O Syriza venceria com mais votos do que o primeiro classificado nas eleições de domingo passado, o Nova Democracia, que obteve 18,8%, segundo o inquérito do instituto Marc.

Tanto o Nova Democracia como o PASOK descem ainda mais num agravamento da verdadeira queda livre que sofreram estes partidos, que antes somavam 80% das preferências do eleitorado. Mais: é o único partido a registar uma subida. Todos os outros descem, mesmo que ligeiramente.

Os Gregos Independentes, partido da direita com laivos populistas (fruto de uma cisão do Nova Democracia) teria 10,2% (teve 10,6% no domingo), o Partido Comunista 7% (contra 6,9% no domingo), o Aurora Dourada (extrema-direita xenófoba, 5,7% contra 6,9% no domingo) e a Esquerda Democrática obteria 4,9% contra os 6,1% que conseguiu no domingo.

A Esquerda Democrática parece ser actualmente a chave para um possível Governo de coligação “pró-europeu”. O seu líder, Fotis Kouvelis, propôs “um Executivo ecuménico” que fosse o mais alargado possível, mas analistas vêem a possibilidade de que este Governo possa deixar de fora o Syriza se este for inflexível no declarar nulo o memorando de entendimento com a troika.

A ideia do novo Executivo seria renegociar o acordo assegurando, no entanto, que o país não arrisca a sair do euro.

Também há quem evoque a hipótese de uma coligação mais à esquerda sem o Nova Democracia.



publicado por livrecomoovento às 23:30
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Segunda-feira, 7 de Maio de 2012
I M I – Mais carga fiscal

Motivaram-se as pessoas para comprar a sua própria habitação, bonificaram-se juros, criaram-se situações excecionais a jovens e isentou-se o IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis, sucessor da Contribuição Autárquica) durante vários anos. Agora, os mesmos que diziam ser insuportável o exagero de impostos, são os que, para além de toda a carga fiscal que já aplicaram sobre o trabalho, introduzem, contra o que promoveram no passado, mais uma abominável medida que vem aumentar este imposto.

Trata-se de mais um ataque violento, a quem já se debate, mês após mês, para pagar as prestações do empréstimo da sua casa, comprometidas pelo roubo no 13º mês e subsídio de férias, o aumento dos juros, da eletricidade, da água, do gás, da saúde e da educação, entre outras, perpetrado através da reavaliação de imóveis.

A sua aplicação, de forma cega, como é apanágio deste governo de direita, é, ainda, tremendamente injusta porque não atende à localização dos imóveis, considerando-os, de igual modo, independentemente de se situarem em freguesias rurais ou em meios citadinos.

A sofreguidão instituída de empobrecer as pessoas a qualquer custo, em proveito da salvação financeira dos especuladores, leva este governo a não olhar a meios para atingir os seus fins de vergonhosa subserviência aos interesses de quem quer, a qualquer custo, espezinhar quem vive do seu trabalho e produz para o bem comum.

Convocaram desenhadores e projetistas para realizarem avaliações porque a Ordem dos Engenheiros não aceitou as condições impostas pelo governo. O que interessa é valorizar apressadamente as habitações para que se atualize e aplique o imposto. Quem quiser que reclame, pagando 200 euros e correndo o perigo de ver a avaliação confirmada ou, até mesmo, agravada. É mais uma forma de criar situações de injustiça que pioram a vida de quem já se encontra sobejamente penalizado por uma culpa que não é sua.

Esta política cega e de excessiva austeridade, sem ter em conta o essencial duma economia, a sua dinamização, é uma experiência que o capitalismo selvagem tenta implementar contra a maioria das vozes discordantes dos mais abalizados economistas mundiais. Resta-nos a esperança que os resultados eleitorais na Grécia que colocam um partido de esquerda em segundo lugar, e em França, com a vitória da Hollande, provoquem uma rutura e um consequente arrepiar deste caminho de empobrecimento forçado.

 

Publicado no jornal "INCENTIVO"



publicado por livrecomoovento às 01:51
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Domingo, 6 de Maio de 2012
O país humilhado no 1º de Maio

O capital não olha a meios, particularmente em contexto de crise, e boa parte das classes populares está mergulhada no caldo da cultura da pobreza.

Vi um país humilhado no 1º de Maio de 2012. Aquelas imagens de multidões em fúria, procurando o seu quinhão nos “super-descontos”, não pode deixar ninguém indiferente e mostra o estado desolador do movimento popular em Portugal. Não fujo a esta constatação: é o grau zero de consciência e mobilização social. As pessoas estão com enormes dificuldades e grandes carências alimentares: só isso pode explicar o desespero, a quase loucura, o atropelo, o delírio. E a profunda indiferença para com o dia que se comemorava.

Jerónimo Martins quis esmagar a concorrência mas procurou, antes de mais, partir a espinha ao mundo do trabalho. A campanha estava carregada de simbolismo. Não o conseguiu, mas o panorama é tudo menos animador. Em situação de calamidade social e de desemprego galopante não ouso apontar o dedo nem aos trabalhadores do “Pingo Doce” que não tiveram coragem de usufruir do seu Primeiro de Maio, nem aos portugueses que acorreram em grande número às grandes superfícies que, supostamente, “nunca precisam de fazer promoções porque têm preços baixos o ano inteiro”. O moralismo não faz caminho em situações destas. Mas o sucedido ensina duplamente: o capital não olha a meios, particularmente em contexto de crise, e boa parte das classes populares está mergulhada no caldo da cultura da pobreza (que põe pobres contra pobres; vive a sua condição como fatalidade e cultiva o individualismo do «salve-se quem puder»).

Todavia, os partidos de esquerda só podem aqui ter uma posição, mesmo que não seja eleitoralmente rentável: levantar cabeça e recusar a ignomínia daquele “pão” atirado aos pobres. Se não é com caridade ou assistência que se vence a pobreza, muito menos com manobras anti-laborais sujas. É responsabilidade de todos e todas que possuem recursos suficientes para lutar contra esta ignomínia o dever de mostrar que o rei vai nu, de esclarecer, de suscitar solidariedade, de levantar clamor.

 

POR: João Teixeira Lopes - Sociólogo, Professor Universitário



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Sexta-feira, 4 de Maio de 2012
A jogada do Pingo Doce


Há tantos burros mandando em homens de inteligência,

que às vezes fico pensando, se a burrice não será uma ciência. 
                                                                                                
                                                                          '' António Aleixo''


Não sei se já leram.....
 Com o saco cheio, lá foram cantando e rindo, mas tesos para o resto do mês.



O Pingo Doce deve ter arrecadado à volta de 90 milhões de euros em poucas horas em capitalização de produtos armazenados.

 

De onde saiu o dinheiro: algum do bolso, mas grande parte saiu das contas bancárias por intermédio de cartões. Logo, os bancos vão acusar a saída de tanto dinheiro em tão pouco espaço de tempo, no principio do mês, em que os bancos contam com esse dinheiro nas contas, para se organizarem com ele. Mas, ainda ganham algum porque alguns compraram a crédito.

 

Ora, se o Pingo Doce pedisse esse dinheiro à Banca iria pagar, digamos a 5%, em 5 anos, 25% da quantia. Assim não paga nada. O povo deu-lhe boa parte do seu ordenado a troco de géneros. Alguns vão ver-se à rasca porque com arroz não se paga a electricidade.

 

O resto, 75% da quantia aparentemente "oferecida", distribuiu-se assim:

 

1 - Uma parte dos produtos (talvez 20 a 25%) devem estar a chegar ao fim do prazo de validade. Teriam de ser amortizados como perdas e lançados ao lixo. Enquanto não fosse lixo seria material que entraria como existência, logo considerado como ganho e sujeito a impostos. Assim poupam-se impostos, despesas de armazenamento (logística, energia, pessoal) e o povinho acartou o lixo futuro.

 

2 - Outra parte (10 -15%) seria vendida com os habituais descontos de ocasião e as promoções diárias. Uma parte foi ainda vendida com lucro, apesar do "desconto".

 

3 -  O Pingo Doce prescinde ainda de 30 a 40 % do que seria lucro  por motivos de estratégia empresarial a saber:

 

1 - Descartar-se da concorrência das pequenas empresas. Quem comprou para dois meses, não vai às compras nesse mesmo tempo.

 

2 - Aumentar a clientela que agora simpatiza com a cadeia "benfeitora".

 

3 - Criar uma situação de monopólio ao fazer pressão sobre os preços dos produtores (que estão à rasca e muitos são espanhóis) para repor os novos stocks em grande quantidade.

 

4 - Transpor já  para euros parte do capital parado em armazém e levá-lo do país uma vez que a Sede da Empresa está na Holanda. Não vá o diabo tecê-las e isto voltar ao escudo nos próximos tempos o que levou já J. Martins a passar a empresa para a Holanda.

 

5 - Diminuir com isto o investimento em Portugal, encurtar a oferta de produtos, desfazer-se de algum armazém central e com isso despedir alguns funcionários. O consumo vai diminuir no futuro e o Estado quer "imposto de higiene" pago ao metro quadrado.

 

6 - Poupança em todo o sistema administrativo e em publicidade. A comunicação social trabalhou para eles.

 

Mesmo que tudo fosse ilegal, a multa máxima para Dumping é de 15 a 30.000 Euros, para o resto não há medidas jurídicas. Verdadeiramente isto são "Peanuts" em sacos de Pingo Doce, empresa do homem mais rico de Portugal. A ASAE irá só apresentar serviço.

 

E o governo o que faz? Até agora calou-se. Se calhar sabia da manobra.
 
 

 

Texto enviado por: Céu Raposo


publicado por livrecomoovento às 21:05
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Terça-feira, 1 de Maio de 2012
O 1º de Maio é de Luta

Foi exactamente há 226 anos, no dia 1 de Maio, que os operários de Chicago convocaram uma greve nacional pelas 8 horas de trabalho. No dia 3 de Maio de 1886 em Chicago, morre um grevista nos confrontos com a polícia. 

No dia seguinte, é convocada uma manifestação de protesto em Haymarket Square, e perante a repressão policial responde-se com firmeza. Uma pipe-bomb é lançada contra a polícia, que responde abrindo fogo sobre os manifestantes. Quatro trabalhadores e sete polícias morrem (uma parte deles vítima de friendly fire). 

No dia 11 de Novembro desse ano, quatro grevistas entretanto condenados à morte, são enforcados. 

Passados estes anos todos, não há nada para celebrar. Não só perdemos o direito às 8 horas de trabalho, como já perdemos o equivalente semanal às 40 horas. Uma parte cada vez maior da população, pelos vínculos precários que tem, não tem direito a rigorosamente nada do que está na lei. Hoje temos imensa gente a trabalhar cada vez mais horas por dia, para que uma percentagem cada vez maior da população activa fique desempregada. 

O dia 1 de Maio só pode servir para uma coisa. Lembrar à malta que temos o dever de nos bater com todas as armas, pelos direitos que os trabalhadores de Chicago deram a vida para defender.

 

(Texto de Miguel Lopes)



publicado por livrecomoovento às 02:24
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