Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011
A 3ª GUERRA MUNDIAL

O Mundo está em guerra. É a 3ª Guerra Mundial; não nos moldes tradicionais, não com metralhadoras, granadas e canhões, corvetas e submarinos, aviões e helicópteros; nem sequer com armas químicas, a bomba atómica ou outras de destruição massiva. Não, não se trata duma guerra convencional, trata-se duma guerra em que todo o material bélico se resume num único substantivo: DINHEIRO. É uma guerra onde a causa (o dinheiro, ou a sua falta) se confunde com os meios bélicos utilizados (mercados: dinheiro; especulação financeira: dinheiro; aumento de juros: dinheiro; aumento de impostos: dinheiro; …: dinheiro).

As consequências são, directa e imediatamente, menos visíveis, repercutindo os seus malefícios a médio e longo prazo. Pauta-se pela velha máxima “não mata mas moe”, é, em boa verdade, uma “morte lenta”. Manifesta-se na diminuição do salário real e do emprego; no aumento da precariedade, da pobreza e da exclusão social; no ressurgimento do ostracismo, do racismo e da xenofobia. Facilita a marginalidade e o crime organizado.

A guerra convencional é, agora, como em períodos longínquos da História Mundial, uma prática localizada, tribal e fratricida (entre vizinhos e irmãos): Palestina, Iraque, Afeganistão, Tibete, …, são exemplos que, aos donos do dinheiro, convém eternizar. Faz parte do museu da História para turista radical visitar. É mais uma forma a que os novos senhores da guerra recorrem para entreter as pessoas enquanto desenvolvem e implementam as tácticas do novo paradigma bélico, utilizando uma única arma: DINHEIRO.

Esta arma tem diversas vantagens para os ricos a que correspondem outras tantas desvantagens para os pobres porque, como a água, o dinheiro também existe em vários estados: papel/moeda – estado líquido – que é o menos importante para os ricos, só o utilizam para tomar café, mas o mais importante para os pobres que não conseguem sobreviver sem este recurso no seu estado natural; escritural – estado sólido – que é muito utilizado pelos ricos nas suas falcatruas, mas pouco utilizado pelos pobres que não têm acesso a esses subterfúgios; sob a forma de dívida – estado gasoso – o preferencial para os ricos que conseguem dever a todos, pagando a ninguém, por contrapartida da desgraça para os pobres, fazendo jus à velha máxima de que “o dinheiro é como a água”, esvai-se rapidamente, e se alguma conta fica por pagar é logo penhorado.

Para os ricos, o dinheiro é um fim que se traduz no arrebanhar, sugar, espremer todos até ao último cêntimo, para que possam exercer o seu domínio absoluto. Para os pobres, é um meio de sobrevivência, é o recurso que lhe permite comer, vestir, tentar dar estudo aos filhos e pagar a conta que a farmácia, por enquanto, ainda vai fiando. Para obter dinheiro, os ricos apenas têm que explorar os pobres; enquanto os pobres que não sobrevivem sem ele, se obrigam a trabalhar para os ricos.

É o agudizar deste paradigma que nos mantém nesta situação de guerra permanente, uma luta dos ricos para que os pobres não tenham recursos e sobrevivam, apenas, da caridade, contra uma luta dos pobres pelo pão a que têm direito e lhes é constantemente sonegado. Os ricos estão unidos e têm as suas armas. Os pobres têm que se unir, deixar de se atacar mutuamente, e descobrir as armas com que se possam defender de forma eficaz.



publicado por livrecomoovento às 02:02
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