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  <title>LIVRE COMO O VENTO</title>
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  <description>LIVRE COMO O VENTO - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Tue, 14 Jan 2014 02:35:23 GMT</lastBuildDate>
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    <title>LIVRE COMO O VENTO</title>
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  <pubDate>Tue, 14 Jan 2014 02:33:01 GMT</pubDate>
  <title>ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA</title>
  <author>livrecomoovento</author>
  <link>https://livrecomoovento.blogs.sapo.pt/68260.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A direita no seu melhor&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;“O prolongamento do ensino obrigatório até ao 12º ano é um erro. As pessoas devem ter a liberdade de aprender, é um direito fundamental de cada pessoa”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;right&quot;&gt;&lt;em&gt;Miguel Pires da Silva (dirigente da Juventude Popular)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas e outas posições defendidas no último congresso do CDS-PP revelam bem qual a missão da direita. Vou-me debruçar, apenas, sobre a hedionda enormidade que representa esta declaração.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para além de empobrecer as pessoas à força, querem torná-las ignorantes e iletradas, em suma, amorfas e domesticadas. Juntam, assim, novo argumento ao embuste da frase “há professores a mais em Portugal”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pouco falta para começarem a difundir ideias do género &lt;em&gt;&quot;Ensinai aos vossos filhos o trabalho, ensinai às vossas filhas a modéstia, …&quot;, &lt;/em&gt;cujo autor me dispenso de mencionar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que a direita portuguesa quer é uma ditadura – único regime em que é capaz de governar – onde nada se discute e tudo são certezas. Não se discutem as ordens da “troika”. Não se discute a natureza da dívida. Não se discute a austeridade. Destroem-se postos de trabalho, mas continua-se a panaceia demagógica à volta da necessidade de trabalhar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ideias e “princípios indiscutíveis” como estes estiveram na base da fundação do Estado Novo. O apelo de Passos Coelho à união nacional é bem ilustrativo das verdadeiras intenções da direita portuguesa, empobrecer as pessoas como se isso fosse uma virtude – &lt;em&gt;“Devo à providência a graça de ser pobre” &lt;/em&gt;–e retirar-lhes a capacidade de decisão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A escolaridade e a instrução não são uma escolha, mas sim um pilar da sociedade. É a instrução que nos torna cidadãos esclarecidos, com capacidade de decidir em plena consciência. Quanto menos instruídas são as pessoas, menor é a sua capacidade de não se deixarem manipular. O que a direita pretende com este retrocesso é impingir a ignorância à força para poder manipular e controlar as pessoas a seu belo prazer –&lt;em&gt; “O povo quer-se dócil, modesto e paciente”.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fecharam escolas, meteram os alunos em salas superlotadas em mega agrupamentos, à semelhança de aviários, enquanto injetavam milhões em escolas privadas e, agora, querem retroceder ao 9º ano de escolaridade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Porque não ao 6º? Assim haveria maior excedente de professores, os jovens, ainda em idade domesticável, possuidores de larga ignorância e baixa escolaridade, poderiam engrossar o exército de desempregados – futura mão-de-obra escrava – e tudo estaria facilitado para a exploração desenfreada das pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;São estes os “meninos” que apregoam a preocupação com a qualidade do ensino. Tanta hipocrisia!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Publicado no jornal INCENTIVO&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 04 Dec 2013 01:54:42 GMT</pubDate>
  <title>PLANO E ORÇAMENTO PARA 2014 – MAIS DO MESMO</title>
  <author>livrecomoovento</author>
  <link>https://livrecomoovento.blogs.sapo.pt/67883.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Sob o título de “Austeridade Fofinha” demonstrei a minha desilusão por, infelizmente, ter sido “sol de pouca dura” o discurso de tomada de posse que não passou de promessa de boas intenções, como de “boas intenções” também não passou o rol enunciado ao longo das 203 páginas do Programa de Governo que culminou na “austeridade fofinha” proposta e estranhamente, ou não, viabilizada com a abstenção violenta do PSD, e, ainda, por ter formulado desejos e acalentado “… esperança de que algo iria mudar para melhor”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aprovado o Plano e o Orçamento para 2014, permito-me repetir: “Este Governo Regional não está a trilhar um bom caminho porque critica violentamente a política económica e financeira da República mas, na prática, aplica-a com palavras fofinhas nos Açores”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Padecendo de narcisismo doentio o Governo Regional fez aprovar a maioria das suas propostas, orgulhosamente só, do alto da sua maioria parlamentar cada vez mais castrada na capacidade de pensamento crítico, limitada pela razão da força em detrimento de qualquer força de razão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Governo Regional do Açores, alicerçado na sua maioria parlamentar domesticada, obediente e progressivamente despojada de raciocínio político-ideológico, cedeu à falácia do inevitável, ou, então, embarcou na onda do bom aluno quando se congratula com as declarações vindas de responsáveis da União Europeia que aprovam as suas políticas e dizem que os Açores estão no bom caminho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A estratégia daquela entidade não diverge nos Açores, aplica-se a todo o País e tem os mesmos objetivos, objetivos que o PS diz contrariar mas que, na prática, implementa de forma mais ou menos subtil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O desemprego aumenta assustadoramente e de forma descontrolada, ultrapassando a média nacional. Ao invés de políticas económicas eficazes e duradoras que promovam empregabilidade, o governo recusa-se a renegociar as parcerias público-privadas e orçamenta chorudos milhões para enterrar nestes buracos. Em que diverge esta política dos desígnios do Governo da República?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Afirmaram que as alterações à Lei das Finanças Regionais apenas contemplavam aspetos normativos. Afinal não era assim, envolvia consequências bem mais graves que levaram os próprios deputados do PSD pelos Açores na Assembleia da República a votar contra, mas o PS-Açores, deixou o seu Governo assinar o malfadado acordo com o Governo da República que nos obriga a rastejar. Em que diverge esta política da submissão degradante do Governo da República aos seus protetores?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As derrapagens em obras públicas, os negócios ASTA, a incineração à força, entre outras, são terreno propício à transferência de recursos para os bolsos de alguns privados, em detrimento de políticas sociais de reposição de rendimento, de combate ao desemprego, à pobreza e à exclusão social. Esta opção política, aliada ao desinvestimento na escola pública em favor de negócios privados e o investimento geograficamente desproporcionado que aprofunda o desenvolvimento desigual resume este Plano, este Orçamento e o Governo que o idealizou a mais do mesmo e à consequente evolução na continuidade que pouco ou nada o distingue do Governo da República PSD/CDS. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Publicado no jornal INCENTIVO&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 18 Nov 2013 19:44:18 GMT</pubDate>
  <title>O FAIAL E OS TRANSPORTES MARÍTIMOS</title>
  <author>livrecomoovento</author>
  <link>https://livrecomoovento.blogs.sapo.pt/67812.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Se os céus do Açores são as nossas autoestradas, o mar que nos rodeia deverá exercer a mesma função que, num território continental, têm as ferrovias.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;A nossa realidade arquipelágica deve ser encarada em duas principais vertentes, as dificuldades inerentes, que têm de ser aceites como tal, e as oportunidades que emergem em resultado das formas que encontramos para tornear essas mesmas dificuldades. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;A descontinuidade geográfica, o desequilíbrio no desenvolvimento económico de cada ilha e a concentração localizada de poderes constituem sérios entraves a uma solução de transportes integrada que satisfaça as necessidades básicas de quem vive nos Açores, principalmente em ilhas geograficamente mais isoladas ou economicamente preteridas.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O combate a estas assimetrias pode e deve constituir, para além duma solução para os transportes, um despertar para o desenvolvimento harmónico da Região, potenciando as particularidades de cada ilha, sejam elas de ordem económica, geográfica ou outra, juntando, assim, as sinergias que formam a riqueza da nossa diversidade.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A transcrição com que inicio esta minha reflexão é parte integrante dum texto da minha autoria que, há mais dum ano, já foi publicado nesta coluna. É um assunto recorrente de que reivindico a regular insistência junto das autoridades competentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Insisti enquanto cidadão, em vários artigos, nas páginas deste jornal. Fui incómodo junto do poder nos períodos em que exerci funções de deputado na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores. Mas, por escrito, só obtive uma resposta concreta, datada de 3 de Junho de 2011: &lt;em&gt;“O Governo dos Açores tem o compromisso público de apresentar, durante o corrente ano, o Plano Integrado de Transportes Aéreos e Marítimos da Região Autónoma dos Açores que incidirá, nomeadamente, sobre aspectos como frequências, horários e rotas”.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; S&lt;/em&gt;ublinho 2011. Deve-se este destaque ao facto de, em 2013, o Governo Regional dizer que, agora sim, vai haver o tal Plano Integrado de Transportes, prometido desde 2008, comprometido em 2011 e reafirmado em 2012.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não é inocente este protelar do assunto, porque prende-se com decisões que irão mexer com interesses instalados, principalmente no que concerne ao futuro duma entidade, a ATLANTICOLINE, que, para gerir contratos sazonais com navios que operam na época de verão, necessita de 3 administradores, 2 a tempo inteiro e 1 a tempo parcial, cuja remuneração custou ao erário público 110.465€ no ano de 2012; 1 diretor de operações; 1 diretora financeira; 1 diretora comercial; 1 engenheiro naval; 1 comissária de 1ª; 2 assistentes comerciais; 1 técnica superior; 1 assistente administrativa; 2 técnicos de informática; 1 empregado de armazém, para além de Mestres, Maquinistas, Assistentes de Bordo e outros, num total que ultrapassa 50 elementos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tudo isto para movimentar 117.846 passageiros, em que alguns contam várias vezes consoante a quantidade de portos por onde passam. Não admira, por isso, que a receita dos bilhetes não cubra, sequer, o custo dos combustíveis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A contrastar, temos a TRANSMAÇOR que no ano de 2012 movimentou 385.444 passageiros, dos quais 342.196 entre a Horta e a Madalena, mas tem um quadro de pessoal inferior a 50 elementos, em que a sua maioria é operacional de bordo e de assistência a passageiros, contando apenas com um administrador a tempo parcial, cuja remuneração é de 6.000€ por ano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Prepara-se o Governo - e é já do domínio público - para fundir estas duas empresas de que detém a maioria do capital. Sem grandes análises, o mais comum cidadão entenderá que a zona onde existe maior tráfego de passageiros, durante todo o ano, e do qual não pode prescindir, são as rotas das Ilhas do Triângulo, cujo principal vértice é o Porto da Horta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Logicamente se espera que, por decisão do Governo Regional dos Açores, a sede da empresa de transportes resultante da previsível fusão seja no Faial, como também toda a logística operacional e administração estejam sedeadas nesta mesma Ilha. Espero que não impere a mesma lógica de interesses obscuros que presidiu à deslocalização da Rádio Naval da Horta para São Miguel. Espero, também, que as forças vivas desta Ilha façam, atempadamente, ouvir a sua voz, antes que seja demasiado tarde.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Publicado no jornal Incentivo (2013/11/18)&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 05 Nov 2013 02:39:13 GMT</pubDate>
  <title>O Milagre Económico</title>
  <author>livrecomoovento</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #993300;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Ou de como se aldrabam as pessoas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A nossa Ilha do Faial era conhecida pela “Terra da Coisa Rara”, onde até o Gato era vendilhão de peixe. O País tinha indícios de nos seguir o exemplo, por piores motivos, uma vez que o Presidente da ditadura fascista, carinhosamente apelidado de “Cabeça de Abóbora”, era alvo da chacota nacional e internacional pelas suas constantes gafes no desempenho da única missão em que era autorizado por Salazar, o corte de fitas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Temos um Presidente da República que diz não ser político embora seja o titular de cargos públicos com mais tempo de atividade política. Temos um Primeiro-Ministro que tinha tudo bem estudado antes de ser empossado, mas, no dia seguinte já tinha descoberto que era tudo mentira e que a política tinha de ser outra. Temos um elenco governativo que, sempre que se abre uma gaveta, se descobrem ligações ao grupo PBN ou a negócios de submarinos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No país onde os mistérios divinos eram escrupulosamente escrutinados pelos donos da grei, o milagre, nesta sacrossanta vigência - um Presidente, um Governo, uma maioria - passou a ser uma banalidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Milagrosamente, não só aumentaram as exportações como também diminuíram as importações, mas ninguém se preocupou em explicar o motivo dessa diminuição. Terá sido pela expansão do nosso tecido empresarial, pelo aumento da nossa indústria que passou a ter à disposição dos portugueses os bens que importavam, ou a razão deve-se à falta de capacidade financeira das pessoas para adquirir esses mesmos bens? Ou o milagre aconteceu?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mercê dum novo “milagre de Fátima” a troika deu parecer favorável a um buraco orçamental comparável à Fossa das Marianas. Como é que agiotas tão exigentes deram luz verde a estes resultados financeiros desastrosos a par duma política económica recessiva e lesiva do trabalho e dignidade das pessoas? Ou o milagre aconteceu?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Graças a uma divindade, ainda desconhecida, Portugal vai cumprir os limites do défice, acabar com os cortes, diminuir a carga fiscal e tornar a economia florescente. Alguém acredita nesta patranha? Ou o milagre vai acontecer?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Num país onde as vacas riem quando chove, o que faz aumentar a sua produção de leite, e as Ilhas Selvagens são o maior centro de nidificação de cagarros do Atlântico Norte, o que fez com que Espanha queira reivindicar a sua soberania, a economia dá sinais de força quando as pessoas ficam mais pobres e a banca privada tem lucros à custa do erário público.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste país da coisa rara, tornou-se comum privatizar a saúde pública, a educação, a energia, enfim, tudo o que possa constituir um bem público a defender, passando a ser dívida pública os buracos financeiros criados pelos administradores incompetentes, a agiotagem das parcerias ruinosas e as dívidas da banca privada aos mercados financeiros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por este andar, em breve, passaremos a ser conhecidos pelo país dos milagres, ou, então, de vendedores da “banha da cobra”.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 21 Oct 2013 15:46:48 GMT</pubDate>
  <title>Os pontos nos iis</title>
  <author>livrecomoovento</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O alvoroço gerado à volta da qualidade da água que abastece parte da nossa cidade traz consigo a desconfiança nos responsáveis que, eleitos por nós, deliberadamente nos omitiram a verdade ou não exerceram as funções de fiscalização que juraram cumprir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Soubemos, por declarações públicas, que este problema se arrasta há pelo menos dez anos. Dez anos?! Durante todo este tempo consumimos, com toda a confiança que nos transmitiram os responsáveis, o precioso líquido - considerado fonte da vida - justificando as diarreias, as gastroenterites e outras, com “andaços”, salmonelas ou temperos exagerados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi necessário o impedimento do que seria uma simples visita a um reservatório de água para que toda esta polémica estalasse, e passasse a ser do conhecimento público a falta de responsabilidade e a ignomínia dos executivos camarários e deputados municipais do concelho da Horta durante todo estes anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não há justificação plausível, quer para os executivos – independentemente de serem maioritários ou não – individual ou coletivamente, quer para os membros do órgão fiscalizador, que se demitiram, omitiram ou foram cúmplices nesta situação, lastimável e fortemente condenável. Também não é politicamente sério alguém cavalgar uma situação para a qual contribuiu ou da qual, por cumplicidade ou outros motivos, se demitiu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A pergunta mais comum do mais comum munícipe será: “Que andaram a fazer aqueles que eu elegi, dando a confiança do meu voto, se nem sequer se preocupam com a minha saúde e qualidade de vida?”. Há várias respostas evidentes, desde a cobardia política que coloca interesses particulares à frente do bem comum, até à “carneirada” partidária que transfere para as prioridades da edilidade ou do debate municipal as agendas partidárias em vez da resolução dos problemas do município.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A inversão de valores reinante na nossa sociedade perverte de forma cada vez mais acentuada o genuíno funcionamento da democracia. Da mesma maneira que a economia passou a estar ao serviço do sistema financeiro, e não ao contrário como seria de supor, há peões, em representação de forças partidárias, que passaram a ser a tropa de choque dos interesses especulativos e da corrupção política instalada, em vez de serem o porta-voz exigente das ansiedades das pessoas às suas cúpulas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não se entende, nem se pode aceitar que, quer maioria, quer oposição, na Assembleia Municipal, se distraia em discursos estéreis, em mútuas acusações, “malhando em ferro frio”, enquanto periga a saúde pública do município.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perante a gravidade da situação surpreendeu-me o discurso de tomada de posse do novo Presidente da Câmara que, tendo estado envolvido nesta polémica e tendo proferido afirmações públicas que, ou fugiram à questão, ou omitiram a verdade, não tenha tido uma palavra que pudesse inspirar um mínimo de confiança e alguma esperança no seu empenho em resolução deste grave problema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A memória coletiva poderá ser curta, mas nem tanto.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 25 Sep 2013 23:47:36 GMT</pubDate>
  <title>NÃO DEIXES QUE DECIDAM POR TI</title>
  <author>livrecomoovento</author>
  <link>https://livrecomoovento.blogs.sapo.pt/66991.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nestes momentos, apelar à participação dos cidadãos pode parecer um lugar-comum, mais um a dizer o mesmo. Pois seja, mas não deixarei de insistir na importância de votar, a arma mais eficaz num regime democrático. Não sendo uma obrigatoriedade, mas sim um direito, reveste-se dum profundo dever porque deixa nas nossas mãos o destino das nossas vidas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não deveria ser necessário o apelo à participação dos cidadãos em qualquer eleição, mas antes uma natural vontade de cada um de nós em contribuir para o bem comum, escolhendo quem nos represente da melhor forma, renovando a legitimidade democrática de quem nos tenha governado bem, ou, se o entendermos, dar essa possibilidade a outro projeto político.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não podemos é deixar nas mãos duns poucos o destino de muitos. Não votar, é passar um cheque em branco para que sejamos governados sem escrutínio. É dar aval à corrupção e ao compadrio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seria fácil tecer alguns comentários acutilantes a quem não vota, ou, simplesmente vota em branco. Não o farei, não por ser politicamente incorreto, mas porque sei que esta atitude das pessoas tem sido motivada por campanhas marginais como a forma delas demonstrarem a sua indignação pela falta de consideração por quem tem expressado a sua vontade, votando.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Garanto-vos que esta atitude não tem qualquer resultado prático, a não ser o prolongar da situação. Retira legitimidade democrática a quem se indigna por ter sido enganado e legitima as práticas anti democráticas de quem não gosta de se submeter ao escrutínio da cidadania. Em último caso, conduz a ditaduras que tanto sangue já derramou por todo o mundo e em Portugal.&lt;/p&gt;</description>
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<item>
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  <pubDate>Fri, 13 Sep 2013 00:08:47 GMT</pubDate>
  <title>O MEDO E A CACICAGEM</title>
  <author>livrecomoovento</author>
  <link>https://livrecomoovento.blogs.sapo.pt/66723.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;“Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível.”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;right&quot;&gt;&lt;em&gt;Albert Einstein&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O medo manifesta-se de várias formas e tem origens diversas. Tudo o que eu possa dissertar sobre este assunto não passará de meras conjeturas quando relacionadas com o que dizem grandes pensadores e, principalmente, aqueles que viveram situações reais:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;“À medida que nos libertamos do nosso próprio medo a nossa presença liberta automaticamente os outros.”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;“Eu aprendi que a coragem não é a ausência de medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas aquele que conquista por cima do medo.”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Nelson Mandela&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;“No outro lado de cada medo está a liberdade”.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Marilyn Ferguson&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;“Não aprendeu a lição da vida quem não domina o medo de cada dia”.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Ralph Emerson&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;“O meu maior medo foi sempre o de ter medo – física, mental ou moralmente – e deixar-me influenciar por ele e não por sinceras convicções”.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Eleanor Roosevelt&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;“De todas as paixões, o medo é aquela que mais debilita o bom senso”.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Jean Retz&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;“Um dos defeitos do medo é perturbar os sentidos e fazer que as coisas não pareçam o que são”.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Miguel Cervantes&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O medo manieta as pessoas, impede-as de pensar livremente e abre caminho fértil para a cacicagem. A cacicagem política consiste em urdir uma rede de influências, cujos tentáculos se estendem e envolvem interesses pessoais e familiares. A conjuntura económica e social em que vivemos promove facilmente estas teias levando a que, por interpostas pessoas, o cacique mantenha a sua influência, arrebanhando e comprometendo o máximo de pessoas possível.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Definição de cacique:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;“Indivíduo que tem influência política em determinada região e que, na ocasião de eleições arranja eleitores a favor de certo candidato”. (Dicionário Informal)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Prisioneiras do medo e dos compromissos as pessoas sucumbem às ameaças mais ou menos veladas, implícitas ou dissimuladas de quem lhes dá emprego ou o poderá facilitar a algum familiar ou amigo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;“A honra que recebemos daqueles a quem tememos em nada nos honra”.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Michel de Montaigne&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim se mina e desvirtua a democracia, se amarfanha a intelectualidade, a capacidade de pensamento e livre expressão. Entretanto, aumenta a raiva surda mas contida a muito custo, o desalento, a sensação de impotência perante a situação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O passo seguinte, reza a história, será o de eliminar quem se oponha, antes que as pessoas se revoltem.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 15 Aug 2013 08:44:41 GMT</pubDate>
  <title>Um político que de irrevogável só mesmo a contradição</title>
  <author>livrecomoovento</author>
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  <description>&lt;p id=&quot;NewsSummary&quot; class=&quot;artigo-intro&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #993300;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Na semana em que o líder centrista se estreia a presidir ao Conselho de Ministros, revisite o percurso de quem jurava aos 30 nunca fazer política e aos 50 chega a vice-primeiro-ministro.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;artigo-intro&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #993300;&quot;&gt;&lt;em&gt;(Artigo de F.Câncio) - Diário de Notícias&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;artigo-intro&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #993300;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div id=&quot;Article&quot;&gt;
&lt;p&gt;Não foi na semana passada (Passos veio de Manta Rota estragar a estreia) mas será nesta: Paulo Sacadura Cabral Portas não chega ao fim do seu meio século de vida (faz 51 em setembro) sem concretizar um sonho nada secreto: ser número um do Governo. Não é (ainda?) no organograma oficial, mas se há quem o garanta já, atendendo às pastas que agora acumula, primeiro-ministro de facto, inaugurar-se-á quinta-feira na direção do Conselho de Ministros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Graças a Deus&quot;, dirá talvez, como tanto gosta de repetir. E graça tem certamente: é olhar o seu percurso. &quot;Geneticamente anti-poder&quot; aos 30, sem &quot;nenhumas ambições políticas&quot; aos 28, candidato a deputado aos 32. Amigo, criador e seguidor de Manuel Monteiro aos 31, derrotando-o (e desfazendo-o) na liderança do partido aos 33, em 1998. Inimigo ajuramentado de Cavaco e dos seus governos durante todo o tempo de &lt;em&gt;O Independente&lt;/em&gt;, perguntando, em 1995, que raio iria este fazer para Belém, garante agora que o apoiou sempre nas candidaturas a PR. Antieuropeísta e antieuro nos anos 90, alertando para o perigo da Alemanha unificada, é em 2013 vice-PM de um governo que segue à risca a cartilha Merkel. Vigoroso denunciante do &quot;bloco central dos interesses&quot;, das &quot;negociatas do poder&quot; e do escândalo BPN, cede o MNE a Rui Machete, ex-presidente do conselho consultivo da SLN. Candidato à Câmara de Lisboa em 2001, garantia nos cartazes &quot;eu fico&quot; (como vereador), para não ficar. Antiausteridade até às eleições de 2011 (em entrevista ao DN, em 2009, defendia baixar impostos - &quot;o défice é importante, mas a economia ainda é mais&quot; - e em 2010 garantia &quot;saber onde cortava&quot; para poupar o Estado social), autor, em 2012, de uma carta aos militantes do CDS em que certificava não admitir outro agravamento fiscal, assinou o orçamento que em 2013 bateu o recorde da subida de impostos na democracia portuguesa; defensor irredutível dos pensionistas em setembro de 2012, dez meses depois anuncia o corte de 10% nas pensões da CGA. Liberal irreverente, individualista e antipartidos aos 29, logra ser quem há mais tempo (13 anos) dirige um, professando, no debate do Estado da Nação que se segue à revogada demissão irrevogável: &quot;Em caso de opção entre a razão pessoal e a de partido, deve prevalecer a de partido.&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Primórdios. &lt;/strong&gt;Mas, se perguntarmos se ele avisou, avisou. &quot;Os políticos têm um código hipócrita, é preciso descodificar o que dizem&quot;, garantia aos 29 anos o filho da economista (de direita?) Helena Sacadura Cabral e do arquiteto (próximo do PS) Nuno Portas (cujas pisadas profissionais teria querido seguir, não fosse o mal que se dava com a matemática). Dirigia então O Independente e fazia do semanário fundado em 1988 com Esteves Cardoso e o mais tarde correligionário no PP Nobre Guedes (amigo íntimo cuja demissão da vice-presidência do partido manterá em segredo quase um ano, atestando da dificuldade nessa rutura pessoal e política) o púlpito de onde esportulava a sua visão do que devia - e sobretudo do que não devia - ser a direita portuguesa. Tinha começado cedo, de resto, essa missão paralela à do irmão Miguel, militante do PCP e depois fundador do BE cuja morte, em 2012, uniu no palco do Teatro São Luís, numa longa cerimónia transmitida em direto, a nomenclatura do partido mais à esquerda no espectro parlamentar e o chefe do mais à direita, num inusitado misto de liturgia da dor e propaganda política.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aos 13, ainda aluno do colégio São João de Brito, inscrevia-se, por via da admiração até hoje proclamada ao presidente-fundador Sá Carneiro, no PPD/PSD, cujo órgão oficial, Pelo Socialismo (!), chegou a dirigir; aos 15 ia a tribunal por ter acusado Eanes, Soares e Freitas de trair a pátria (em As três traições, publicado em 1978 no Jornal Novo); aos 19, dois anos após a morte do fundador, saía do partido para, afirmaria categoricamente durante 13 anos, nunca mais voltar à política - partidária, bem entendido. &quot;Se há uma coisa definitiva na minha vida e na minha cabeça, uma delas é essa: gosto imenso de política mas nunca farei política&quot;, certificava em 1991 numa entrevista na RTP2. &quot;Os partidos são uma maçada, e ser militante é uma maçada. Os quadros dos partidos são muito medíocres e acham que aquela é a forma mais fácil de subir na vida. Os partidos dispensam o mérito.&quot; Na mesma entrevista, esguio e jovem, tão jovem e descontraído na camisa clara, gestos rápidos como o olhar e o verbo, os tiques teatrais que hoje lhe conhecemos - a pose esforçada de estadista, a virilidade imposta na voz, a rima nas frases ritmadas - tão longe ainda, arrumava o CDS com desprezo: &quot;Qualquer dia ninguém vai para lá.&quot; E definia-se, no tom de &lt;em&gt;enfant terrible &lt;/em&gt;bem nascido em que fazia questão (contra &quot;a democracia dos ignaros&quot; que invetivava na sua coluna, &quot;os homens sem história&quot;, &quot;bando posidónio&quot; do cavaquismo, que viam &quot;na política uma espécie de promoção social&quot; e consideravam &quot;bem ter nascido mal&quot;), como &quot;uma pessoa de direita meio liberal meio conservador&quot; elogiando em Salazar (no contraste com Cavaco, &quot;um homem ordinário&quot; com quem a comparação, a seu ver, era injusta para o ditador) a inteligência, a escrita e o &quot;&lt;em&gt;raffinement &lt;/em&gt;do cinismo&quot;. Dois anos depois, no programa Raios e Coriscos, de Herman José, reiterava o nojo aos políticos: &quot;O poder é a pior coisa... Sou geneticamente contra o poder, seja de quem for. No dia em que um amigo meu lá chegar, passo-me para a oposição ou deixo de ser amigo dele.&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quase.&lt;/strong&gt; No mesmo programa, Zita Seabra, acabada de chegar ao PSD vinda do PCP, apontava o bluff: &quot;Quem é que tem mais poder, o Paulo como diretor do &lt;em&gt;Independente &lt;/em&gt;ou o ministro do Mar ou de outra coisa qualquer?&quot; A resposta é um chuto para canto. Afinal, faltam dois anos para que abandone o jornalismo (voltará a ser comentador político, mas só na TV, de cada vez que &quot;sai&quot; da política ativa, em 1997 e entre 2005 e 2007) pela tal maçadora, medíocre, oportunista e salobra &quot;vida de partido&quot;, e por uma imparável - irrevogável? - caminhada poder político acima. Aquela que o traz aqui, à semana de agosto de 2013 em que, pela terceira vez membro de um Governo de coligação PSD/CDS, tem pela primeira a sigla &quot;PM&quot; na descrição do cargo. Vistas daqui, as palavras do jornalista, recentemente objeto de resenha no Expresso, são uma espécie de outra vida - de tal modo que no registo parlamentar, em &quot;ocupação principal&quot;, apôs &quot;jurista&quot;, categoria para a qual o curso de Direito o habilita mas que nunca exerceu. Será mesmo dos únicos, senão o único, ex-colunista notável que nunca deu ao prelo os seus escritos em livro. Percebe-se: lê-lo e à sua acerada, quase sempre brutal, pluma não é só um exercício de contemplação da ironia e de revisitação nostálgica (ah, o quanto a vida nos muda). É sobretudo perguntarmo-nos o que não diria Portas colunista do Portas político, que adjetivos ofertaria a sua brilhante crueldade para tanta pirueta, cambalhota, dito por não dito, não dito por dito. E se, como jurava há 20 anos que faria, cortou relações consigo ou logrou refinar o cinismo até disso se poupar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #993300;&quot;&gt;&lt;em&gt;Diário de Notícias (12.agosto.2013)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 14 Aug 2013 09:55:52 GMT</pubDate>
  <title>SEMANA DO MAR - Programas à revelia</title>
  <author>livrecomoovento</author>
  <link>https://livrecomoovento.blogs.sapo.pt/66226.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span&gt;Venho ao assunto, no rescaldo da festa, para dizer que adoro a nossa Semana do Mar, que me extasio com a imagem das regatas e outras provas náuticas enchendo de velas o nosso canal, que rapidamente esqueço só ter conseguido adormecer a partir da 4:00 horas da matina, que até nem me importo de, nestas noites, ter que estacionar o carro bem longe de casa… &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Quero, ainda, dizer que me orgulho de tudo o que de bom tem sido feito para melhorar e perpetuar esta festividade, do trabalho exemplar do Clube Naval ao longo de todos estes anos, do empenho de pessoas que acompanham, desde então, esta iniciativa pioneira que fez história nos Açores e que passou a ser profusamente copiada em parte do seu figurino. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Estará tudo bem? Impossível. Parar é morrer. Não parámos, mas podemos sempre melhorar e, sobretudo, inovar. Inovar, principalmente, com poucos custos, ouvindo as pessoas interessadas e disponíveis para participar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pretendo, assim, provocar alguma reflexão à volta da nossa festa rainha – a Semana do Mar – referindo alguns aspetos que passam despercebidos, mas que poderiam e deveriam ser potenciados como mais uma forma de promoção turística.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para além de outros eventos que desconhecemos, já é tradição comemorar-se efemérides que juntam antigos colegas ou compinchas à volta duma mesa de restaurante ou tasca, consoante a predisposição para a intimidade ou maior necessidade de extroversão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Refiro-me concretamente aos convívios de finalistas do, então, Liceu da Horta que tive o privilégio de frequentar, mas estendo a ideia a outras iniciativas do género, em áreas como o desporto, a cultura, ou simples grupos de amigos que se juntavam aos finsde- semana, no Atlético, na União Faialense, na Recreativa Pasteleirense, ou outras, para o jogo das cartas ou dominó, intervalados com uma “fresquinha” ou um “tintol” para os mais velhos e uma laranjada do Ti’ Raimundo para os mais novos.&lt;br /&gt;Se é certo que as festividades religiosas dos padroeiros e as promessas ao Espírito Santo ajudam a mitigar saudades dos parentes e amigos, é assumido que a Semana do Mar junta toda essa possibilidade, alargando-a às Ilhas do Triângulo, em programas à revelia, e que assim poderão permanecer, mas que deveriam ter um acolhimento tácito por parte da Comissão, predispondo-se a acarinhar e dar condições propícias a estas iniciativas. As redes sociais têm promovido e facilitado este tipo de encontros. Pessoas que já não se viam, há décadas, reencontram-se com emoção, apenas se lembram de coisas boas e prometem repetir com maior frequência. Falam da nossa terra e demonstram vontade em ajudar a sua promoção. Estas sinergias carecem apenas do ponto de apoio porque as pessoas são a sua principal alavanca.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;(Publicado no jornal INCENTIVO)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 30 Jul 2013 08:15:50 GMT</pubDate>
  <title>O CISCO A ENCOBRIR A TRAVE</title>
  <author>livrecomoovento</author>
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  <description>&lt;div id=&quot;blc-artigo-tit-n0&quot;&gt;
&lt;div id=&quot;blc-artigo-tit-n1&quot;&gt;&lt;img class=&quot;cara-cronica&quot; src=&quot;http://www.dn.pt/common/images/img_opiniao/cronistas/Viriato_Soromenho_Marques.png&quot; alt=&quot;VIRIATO SOROMENHO-MARQUES&quot; width=&quot;62&quot; /&gt;
&lt;h2&gt;&lt;span id=&quot;NewsTitle&quot;&gt;Dívida sem perdão&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;div class=&quot;cx-opcoes-horiz-normal&quot;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;artigo-autor&quot;&gt;por VIRIATO SOROMENHO-MARQUES&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blc-artigo-txt-n0&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;blc-artigo-txt-n1&quot;&gt;
&lt;div id=&quot;Article&quot;&gt;
&lt;p&gt;A prestigiada revista Nature (ver artigo de Filomena Naves, no DN de 25 de julho) alertou para a &quot;bomba-relógo&quot; representada para o clima e para a economia mundiais pelo iminente colapso parcial do &quot;permafrost&quot; dos fundos marinhos do oceano Ártico, agora exposto ao aquecimento da coluna de água exposta à radiação solar, devido ao degelo das massas de gelo flutuantes. Com isso poderão ser libertados para a atmosfera 50 mil milhões de toneladas de metano, cujo efeito de estufa é vinte vezes mais intenso do que o do dióxido de carbono. E não ficamos por aqui. Estudos sobre o comportamento dos oceanos mostram que a maior parte do calor associado às alterações climáticas está a ser absorvido pelos mares, e que, com uma alta probabilidade, ele será devolvido, parcialmente, à atmosfera, dentro de alguns anos, aumentando, assim, de modo brusco, a temperatura média à superfície do planeta. Por outro lado, a investigação sobre a criosfera, em particular na Gronelândia, revela-nos um processo muito acelerado de desagregação dos glaciares, que provocará, se se confirmar, uma subida, muito mais rápida do que o previsto, do nível médio do mar, tornando o litoral numa zona ameaçada pelo aumento da erosão e da intrusão marinha, danificando as infraestruturas costeiras. Enquanto andamos entretidos com bagatelas como a &quot;dívida soberana&quot;, encolhemos os ombros à destruição acelerada da habitabilidade deste planeta que tratamos como se fosse um de entre muitos, e não a única casa onde os nossos filhos poderão sobreviver na solidão do infinito cósmico. A dívida soberana poderá ser reestruturada e amenizada. A dívida ambiental, do futuro que estamos a deixar roubar aos mais jovens, e aos que ainda não nasceram, essa, não tem perdão.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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</item>
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  <pubDate>Sun, 28 Jul 2013 11:24:26 GMT</pubDate>
  <title>QUANDO OS COMENTADORES DE DIREITA ESCREVEM ASSIM...</title>
  <author>livrecomoovento</author>
  <link>https://livrecomoovento.blogs.sapo.pt/65768.html</link>
  <description>&lt;div id=&quot;blc-artigo-tit-n0&quot;&gt;
&lt;div id=&quot;blc-artigo-tit-n1&quot;&gt;&lt;img class=&quot;cara-cronica&quot; src=&quot;http://www.dn.pt/common/images/img_opiniao/cronistas/pedro-marques-lopes2.png&quot; alt=&quot;PEDRO MARQUES LOPES&quot; width=&quot;62&quot; /&gt;
&lt;h2&gt;&lt;span id=&quot;NewsTitle&quot;&gt;Agora é que vai ser&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;div class=&quot;cx-opcoes-horiz-normal&quot;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;artigo-autor&quot;&gt;por PEDRO MARQUES LOPES&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blc-artigo-txt-n0&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;blc-artigo-txt-n1&quot;&gt;
&lt;div id=&quot;Article&quot;&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; O governo pequeno e enxuto, aquele que ia provar que todos os governos anteriores eram grandes e despesistas, não correu bem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi assim: uns rapazes leram umas coisas numas contracapas duns livros sobre Estados pequenos e fortes, confundiram aquilo tudo e pensaram que se criassem uns superministérios e fizessem muita força ia tudo funcionar às mil maravilhas. O próprio Estado, por artes mágicas, ficava mais maneirinho. Entretanto parou-se o funcionamento dos ministérios durante meses. Perdeu-se muito tempo e muito dinheiro. Agora voltamos aos anteriormente chamados governos grandes e despesistas e vai ter de se começar tudo de novo. Estamos perante uma situação que merece um estudo académico aprofundado: o caso de meia dúzia de deslumbrados que andaram a brincar aos governos durante a mais grave crise dos últimos anos. Mas agora é que vai ser.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Durante dois anos não se conseguiu atingir uma meta, nem acertar uma previsão. Nem consolidação orçamental, nem reforma do Estado, nem reformas estruturais, nem austeridade nos sítios certos. Mas tivemos desemprego, recessão, emigração e impostos com fartura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O principal executor da política prosseguida, o que aplicou a receita além da troika, o que pôs no terreno aquele que seria o programa do Governo mesmo que não houvesse memorando, foi-se embora dizendo que o plano estava errado e que Passos Coelho tinha problemas de liderança. O primeiro-ministro e a ministra das Finanças - a senhora com problemas de memória que é uma espécie de Gaspar de antes da carta de demissão - passaram as duas últimas semanas a dizer que a estratégia que tudo tem destruído é para manter e é-nos afiançado que uns pozinhos de perlimpimpim transformaram Passos Coelho num líder.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, os membros do Governo patrocinados pelo outro primeiro-ministro lançam foguetes anunciando que agora vai ser crescimento económico até fartar e investimento a rodos. De que forma é que se esqueceram de dizer.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 22 Jul 2013 00:22:48 GMT</pubDate>
  <title>O BOBO DA CORTE</title>
  <author>livrecomoovento</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt; “… divertia o rei e os áulicos. Declamava poesias, dançava, tocava algum instrumento e era o cerimoniário das festas. De maneira geral era inteligente, atrevido e sagaz. Dizia o que o povo gostaria de dizer ao rei e zombava da corte. Com ironia mostrava as duas faces da realidade, revelando as discordâncias íntimas e expondo as ambições do rei..&lt;/em&gt;&lt;em&gt;.”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;right&quot;&gt;&lt;em&gt;(Definição Wikipedia)&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Escrevo num momento em que não sei qual será o teor da comunicação de Cavaco ao país. No entanto, tendo em conta que já nos habituou à sua veia de criador, tudo é de esperar. Os comentadores de serviço estão baralhados e, embora apontem apenas três soluções possíveis – manter tudo como está, aceitar a remodelação proposta ou convocar eleições antecipadas – limitam o leque às duas primeiras, o que é lógico, por dedução do que tem afirmado Cavaco sobre a terceira opção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O próprio Cavaco deve sentir-se baralhado com o sucessivo insucesso das suas soluções. O criador da situação em que Portugal se encontra desde que, enquanto governante, destruiu os sectores primários da nossa economia, até que, enquanto Presidente da República e representante do sonho da direita – um Presidente, um Governo e uma maioria – patrocina a destruição do tecido empresarial, o aumento incontrolado do desemprego, a venda ao desbarato dos nossos recursos e o aumento da nossa dívida externa, enredou-se num labirinto que desembocou no atual beco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cavaco, fiel representante político das aspirações da direita, alienou as suas responsabilidades de Presidente da República, trocando-as pelas funções modernas de Bobo da Corte, funcionário político dos interesses especulativos. Diz em Portugal o que deveria dizer na Europa, enquanto facilita no país os interesses contrários à nossa soberania nacional. O Bobo do século XXI, tal como o seu homólogo medieval, não é bobo, tem a missão de divertir a chancelaria, enquanto adormece o povo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O criador quer desresponsabilizar-se da tragicomédia em que mergulhou Portugal. No seu papel de Bobo da Corte, tenta encostar os partidos da “troika” à parede e acena ao PS com a cenoura de eleições antecipadas em 2014, a tal antecipação que o próprio diz não defender. Mas a estratégia não foi atingida face às táticas erradas e aos interesses pessoais e partidários envolvidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O PSD agarra-se desesperadamente a este governo e manda recados a Cavaco e ao CDS quanto à necessidade de manter coesa a coligação, porque sabe, de antemão, que nas urnas sofreria pesada derrota.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O CDS, como é seu apanágio, vai dando o dito pelo não dito, revogando o irrevogável, e acusando agora o PS de apresentar propostas que o próprio CDS, há poucos dias, defendia e que motivaram o pedido de demissão de Paulo Portas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A direção do PS aproveitou o ensejo para tomar o pulso às suas bases. Declarou de imediato que não é pressionável. Sem referir que tipo de pressões rejeitava, jogou nos dois campos, oscilando entre a recusa do acordo de direita e um não desejado entendimento à esquerda. O coro de ameaças vindas de “pesos pesados” e do interior do seu próprio partido deram a indicação a Seguro. Como sempre, nestas situações, o PS optou pela zona cinzenta, numa perspetiva calculista de que o governo cairá de podre, não se preocupando com a situação do país, mas, unicamente com os interesses eleiçoeiros do seu partido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O não pressionável Cavaco sente-se pressionado por todos os lados e terá que engolir algum sapo, provavelmente a remodelação que recusou, ninguém sabe. Mas, perante esta encruzilhada - com opções de “salvação” invariavelmente infrutíferas - há uma alternativa: a sua renúncia ao cargo, por incompetência ou por incapacidade, para mim tanto faz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Publicado no jornal &quot;INCENTIVO&quot; (Jul/2013)&lt;/p&gt;</description>
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<item>
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  <pubDate>Mon, 15 Jul 2013 00:02:24 GMT</pubDate>
  <title>O Povo aguenta, mas tudo tem um limite</title>
  <author>livrecomoovento</author>
  <link>https://livrecomoovento.blogs.sapo.pt/65097.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Vi, no youtube, as várias gravações que existem sobre a última manifestação nas galerias da Assembleia da República.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Vi homens e mulheres, de várias idades, provavelmente pessoas que têm família, nas suas múltiplas formas que a sociedade portuguesa permite. Mas são pessoas que resolveram prescindir do seu tempo para ir até à Casa da Democracia e aí desenvolver uma ação de protesto. Ora é sobre i&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot;&gt;sto que eu gostaria de discorrer. &lt;br /&gt;É sabido que o acesso às galerias da Assembleia da República é livre de se fazer, sempre que decorrem trabalhos parlamentares. Isto porque a ação dos deputados é pública e exatamente por isso o Povo pode e deve estar presente. Com uma ressalva, não pode interferir, ou perturbar o trabalho dos deputados, aqueles que o Povo elegeu. E não só se compreende a ressalva como é um princípio que se terá de defender.&lt;br /&gt;Em trinta e cinco anos do novo período constitucional, de 1976 a 2011, podem contar-se pelos dedos das mãos, das duas mãos e dos dois pés, o número de vezes em que os trabalhos foram interrompidos devido a protestos oriundos das galerias. O que me faz pensar que o Povo é bastante sereno apesar de ver muitas vezes a aprovação de normas que lhe tolhem os seus Direitos. Prova disso, foi o último ano em que muitos dos Direitos foram postos em causa, em nome de algo como “a confiança dos mercados”, ou as “taxas de juros”, ou “credores”. O Povo aguentou tudo: despedimentos, falências, aumento da carga fiscal, diminuição de indemnizações, aumento de horas de trabalho, diminuição das percentagens pagas por trabalho extraordinário, aumento das taxas moderadoras na saúde, suspensão ou diminuição de amortizações em sede de IRS com gastos na saúde, no ensino, nos juros da habitação permanente, e por aí adiante. O Povo viu o colega perder o emprego, o vizinho fechar as portas do seu negócio, os filhos dos amigos a partirem à procura de trabalho no estrangeiro. O Povo continua a abrigar os seus filhos na sua casa, apesar de já terem idade para viver autonomamente mas a precariedade do emprego deles a isso obriga, enquanto os seus pais evitam aviar toda a receita de medicamentos porque a pensão é pequena e não dá para o essencial, para a sobrevivência. E o Povo ainda assiste às PPP’s, aos SWAPs e às nomeações para os gabinetes ministeriais de assessores especialistas acabadinhos de sair das faculdades e das juventudes partidárias. E o Povo aguentou. Tudo. Até há uns meses. Porque os deputados da maioria foram demasiado longe na sua arrogância de se julgarem eleitos e de se saberem das elites. Ser-se deputado não é uma profissão. Ser-se deputado é ser-se representante do Povo, é defender a Constituição de 1976, que este Povo em 1975 pensou ser aquela que melhor traduziria o seu sentir. É defender a Constituição que tem sido sucessivamente revista ampliando os Direitos, Liberdades e Garantias. &lt;br /&gt;As galerias de S. Bento não foram ocupadas por “carrascos”, como expressou a segunda figura do Estado. O Povo tem sido muito sereno e sacrificado. Mas há limites que já se desenham e é preciso evitar atingi-los. O protesto nas galerias de S. Bento quis libertar de carrascos os lugares destinados aos representantes do Povo! Apenas isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Da autoria do meu amigo de longa data, Rui Pinto Almeida (Só o título é que é meu). &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 08 Jul 2013 00:43:10 GMT</pubDate>
  <title>TRAPAÇAS E TRAPALHADAS</title>
  <author>livrecomoovento</author>
  <link>https://livrecomoovento.blogs.sapo.pt/64826.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot; align=&quot;right&quot;&gt;&lt;em&gt;“Quando os lobos uivam”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot; align=&quot;right&quot;&gt;&lt;em&gt;Aquilino Ribeiro&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot; align=&quot;right&quot;&gt;ou&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot; align=&quot;right&quot;&gt;&lt;em&gt;“Quando os bobos uivam”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot; align=&quot;right&quot;&gt;&lt;em&gt;Onésimo Teotónio Almeida&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O paralelismo entre a obra de Aquilino que relata a revolta dum povo contra a usurpação fascista dos baldios que serviam as populações beirãs e o recente livro de estórias de Onésimo que ridiculariza, ao mesmo tempo que denuncia, as trapaças que os bobos engendram à nossa volta, obriga-me a meditar sobre a atual situação política portuguesa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que menos preocupa os bobos, nesta trapalhada governativa, são as consequências nefastas que recaem sobre quem trabalha. O que move estes figurões são, por um lado, as ordens dos nossos especuladores e, por outro, o protagonismo pessoal pela forma como cada qual melhor consegue prolongar esta agonia dum povo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A confusão entre o que significa político hábil e político habilidoso sugere o paralelismo entre o sentido de oportunidade e o oportunismo político. Para nossa infelicidade, somos governados por bobos oportunistas e lobos habilidosos que tentam fazer passar-se por políticos hábeis e com sentido de oportunidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A promiscuidade entre os interesses e medos dos bobos e lobos no poder conduziria, infalivelmente, ao entendimento. Não porque o bobo tenha recuado na sua teimosia, ou o lobo dado o dito por não dito, mas porque entre “swaps” e submarinos, venha o diabo e escolha, para além do envolvimento BPN e a Aldeia da Coelha preocuparem os bobos e a falta de explicações sobre o financiamento obscuro de determinado partido não interessar aos lobos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na realidade, o interesse comum é cumprir os desígnios dos nossos especuladores, empurrando para a frente os verdadeiros problemas que nos conduziram a esta situação, numa tentativa de fazer com que passem ao esquecimento, enquanto aguardam um clima favorável que branqueie esta cumplicidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desengane-se quem pensa que o bobo conseguiu convencer o lobo. Quem sai a ganhar de toda esta trapalhada é o habilidoso que, de forma oportunista, passa a ter o domínio das finanças e da economia, numa conjuntura europeia que tende a recuar nalgumas obsessões face aos resultados nefastos das políticas impostas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O lento, mas progressivo, reconhecimento da necessidade de dinamizar a economia, sob pena de nem os especuladores terem onde ir sacar dinheiro, vai facilitar o surgimento dalguns resultados macroeconómicos positivos. O populismo oportunista a que o lobo já nos habituou fará o resto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O objetivo foi atingido pelo lobo: o protagonismo das finanças, da economia e da negociação com os especuladores. Nas finanças, os submarinos dominam os “swaps”; a economia, depois de bater no fundo, só pode estar obrigada a crescer; a capacidade de argumentação com os especuladores está facilitada pela conjuntura internacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O bobo demonstrou a sua incompetência e saiu a perder, o que não me preocupa. Mas quem continua a perder é quem, não sendo bobo nem lobo, à margem das trapalhadas, sofre as pesadas consequências das trapaças.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Publicado no jornal &quot;INCENTIVO&quot; (Jul/2013)&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 19 Jun 2013 00:14:18 GMT</pubDate>
  <title>A INSTITUIÇÃO, A CRIATURA E O 10 DE JUNHO</title>
  <author>livrecomoovento</author>
  <link>https://livrecomoovento.blogs.sapo.pt/64579.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;right&quot;&gt;&lt;em&gt;“O fraco rei faz fraca a forte gente”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;right&quot;&gt;&lt;em&gt;Luís de Camões&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Não admira que Portugal esteja quase de rastos, como escreveu Camões ‘um fraco rei faz fraca a forte gente’, foram os fracos ‘reis’ que tivemos que encheram o Estado de incompetentes e corruptos, que transformaram os grandes partidos em organizações duvidosas, que mataram os empresários ambiciosos, que têm delapidado e continuarão a delapidar os escassos recursos de que o país dispõe, que transformaram a nossa justiça na vergonha que é, que montaram um imenso esquema que leva a que quem queira mudar este estado de coisas seja destruído.” (O Jumento)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Numa sociedade culturalmente avançada espera-se que as pessoas não necessitem de lideranças carismáticas para decidirem o que querem do seu futuro. A lógica seria pensarem pela sua cabeça e não se deixarem influenciar pelos populismos, pela via fácil, pelo egoísmo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Numa sociedade democrática, valores como a solidariedade, o altruísmo, o respeito pelos direitos e a dignidade de cada um, a valorização do trabalho, entre outros, são condições básicas para o sucesso do regime. São princípios basilares que definem a política educativa, a saúde e as relações de produção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Infelizmente, talvez por vivermos quase sempre à beira da bancarrota e haja alguém que nos pretende manter em permanente terror para mais facilmente atingir os seus propósitos, não conseguimos, de mote próprio, idealizar a forma de ultrapassar os problemas que nos impedem de evoluir. É nesta situação, em que somos impedidos de pensar livremente e com elementos válidos, que surge a necessidade de liderança, para colmatar as carências de organização e livre capacidade de decisão das pessoas, influenciadas como estão pelo medo e a insegurança.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Temos um Presidente da República que diz “lá fora” o que deveria dizer ao povo que o elegeu, incutindo-lhes esperança e coragem, em vez de ameaçar e aterrorizar as pessoas, ou fazer discursos de circunstância, vazios de conteúdo político. Temos dirigentes políticos que entre as mordomias autárquicas e a liderança do partido optam pelo comodismo pessoal, e temos ex-líderes partidários que preferem – como alguém disse - o “papel de bruxos de Carnaxide”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O país sofre de uma grave crise de liderança a todos os níveis, o mérito deu lugar ao compadrio, a ética é um valor em vias de em extinção. Num país onde os incompetentes se revelam os mais aptos para vencer, não admira que seja um país cada vez mais fraco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Falam-nos na competitividade e na exportação, mas os empresários que mais se destacam nessa campanha são os que enriqueceram em jogadas oportunistas e especulativas que exploraram o crédito fácil e o consumo que provocou o endividamento das famílias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A competitividade não existe em Portugal, foi substituída pelo oportunismo de uma elite criminosa que enriqueceu à custa do empobrecimento dos portugueses. É mais fácil enriquecer com corrupção, com golpes baixos, com favores políticos. É este o exemplo de liderança que nos transmitem enquanto nos pedem para ser submissos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O discurso de Cavaco Silva nas comemorações do “10 de junho” ficou muito aquém das “Conversas entre a Tia Brízida e o Seringador”. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Publicado no jornal &quot;INCENTIVO&quot;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 03 Jun 2013 01:38:48 GMT</pubDate>
  <title>ASSIM NÃO DR. VASCO (2)</title>
  <author>livrecomoovento</author>
  <link>https://livrecomoovento.blogs.sapo.pt/64399.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #800000;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A quem vai entregar a chave do Faial?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ganhámos a modernização da fábrica da indústria de laticínios, com base em estudos errados, sobredimensionada à oferta da matéria-prima, na eventual esperança que, em vez de água, chovesse leite. Agora, a sua sobrevivência pode estar em perigo face aos elevados custos fixos com energia, programados para laborar o dobro da produção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ganhámos uma estrutura portuária, com uma belíssima gare marítima, mas com a operacionalidade marítima que os mais aconselhados tinham previsto - embora obrigados a calar - e a funcionalidade que obriga os navios de cruzeiro a rumarem a outras paragens.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perdemos a indústria de conserva de atum, mas como a COFACO é uma empresa privada - milionariamente subsidiada pelo erário público para modernizar as suas estruturas - o governo nada quis fazer para suster a sangria de postos de trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perdemos a Rádio Naval com o próprio apadrinhamento do Governo Regional que, teimosamente e sem qualquer fundamento técnico, patrocinou a sua deslocalização para São Miguel. Deste erro logístico - para além de económico - e da dificuldade de propagação ouviremos falar brevemente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perdemos outra Secretaria Regional em função da nova estrutura governamental.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esperamos ansiosamente o cumprimento da promessa de ampliação da pista do aeroporto da Horta para termos condições de operacionalidade dignas dum destino turístico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esperamos pela segunda fase da variante de forma a criar as condições propícias à recuperação do edificado urbano em degradação, à remodelação da frente-mar e ao saneamento básico, premissas que possam trazer a nossa cidade para o século XXI.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esperamos pela reativação das Termas do Varadouro, enquanto nos embalam com promessas de parcerias e projetos megalómanos, insustentáveis logo à partida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esperamos por uma promessa, “com barbas”, do Dr. Vasco Cordeiro – então, responsável pela Secretaria Regional da Economia e recentemente revalidada enquanto Presidente do Governo – de elaboração dum plano integrado de transportes que potencie a economia, principalmente das ilhas do Triângulo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esperamos e desesperamos e, até, nem falamos muito do Estádio Mário Lino nem do campo de golfe, talvez na esperança que alguma das anteriores se possa, prioritariamente, concretizar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Feitas as contas, ganhámos presentes envenenados, perdemos capacidade económica e desesperamos por esperar tanto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não satisfeito, com tantos malefícios, pretende, agora, roubar-nos condições de saúde depois de, concluídas as obras do Bloco “C” do Hospital da Horta, ter criado as infraestruturas destinadas ao seu melhoramento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É caso para se dizer: “Está tudo doido?!”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não, Dr. Vasco, o senhor não nos vai tirar as valências que tão bem funcionam no nosso Hospital, que tanta falta faz a quem delas necessita e que, comprovadamente, a sua deslocalização é, economicamente, desaconselhável, aproveitando apenas a quem ganhar o futuro concurso para transportar doentes entre as ilhas. Ou a intenção é mesmo essa, a par da justificação de mais um elefante branco?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Relembro-lhe, parafraseando parte dos últimos dois parágrafos que escrevi sobre o que esperava de si e do seu governo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;‘O ditado popular diz que “a memória do Povo é curta”, e disso se valem os políticos menos honestos. Mas, Sr. Presidente, não o tendo nessa conta, não esperava tanta maldade da sua parte…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim não Dr. Vasco. O Senhor está a seguir de forma mais suave, é certo, mas igualmente peregrina, as pisadas do PSD e do CDS…’&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É tempo de mudar de caminho.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;em&gt;Publicado no jornal INCENTIVO&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 23 May 2013 00:59:30 GMT</pubDate>
  <title>COLONIALISMO AGRÍCOLA</title>
  <author>livrecomoovento</author>
  <link>https://livrecomoovento.blogs.sapo.pt/64201.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; “&lt;em&gt;… É uma invasão fascista que quer queimar a terra para preparar a incursão das agro-produções multinacionais (…) que virão patentear as sementes que são nossas há que séculos, obrigando-nos depois a pagar direitos de autor, só por serem legalisticamente mais espertos…”.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;right&quot;&gt;Miguel Esteves Cardoso num artigo do jornal “Público”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há cerca dum ano escrevi dois artigos sobre introdução de sementes OGM nos Açores e, sete meses atrás, um sobre diversificação agrícola. Insurgi-me contra a capitulação perante a pressão que a “Monsanto” fez através dum seu embaixador que o Governo Regional dos Açores hipocritamente repudiou, mas que genufletidamente abençoou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A brecha pretendida pelo embaixador, e facultada pelo Governo Regional dos Açores através da sua bancada parlamentar, para a introdução de culturas geneticamente modificadas, em campos experimentais, insere-se num plano monopolista que pretende obrigar os agricultores a adquirir, obrigatoriamente, as suas sementes à multinacional “Monsanto” que aspira ao seu monopólio mundial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O plano é tão sórdido e hediondo que já estendeu os seus tentáculos à União Europeia, obrigando-a a produzir legislação no sentido de proibir a tradicional guarda e troca de sementes entre agricultores, o que resulta no fim dos nossos produtos diferenciados e autóctones que marcam e enriquecem a qualidade genuína da diversidade agrícola natural e asseguram a nossa autonomia alimentar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estamos a ser colonizados, na nossa economia, na nossa alimentação e na nossa saúde. Querem tornar-nos autómatos, a alimentar-nos todos da mesma forma, a termos o mesmo estilo de vida nivelado por baixo, os mesmos gostos a ver apenas telenovelas, futebol e “&lt;em&gt;reality shows&lt;/em&gt;”; querem restringir a nossa diversificação agrícola e a pagar por ela; querem que todos tenhamos níveis de colesterol e triglicéridos elevados para venderem os “Zarator” e as “Pravastatina” ou outras variantes, terminadas em “or” e “ina”. Querem-nos com cancro, diabetes e insuficiência renal, para venderem os equipamentos, os reagentes químicos e os tratamentos radiológicos… Tudo para nos dominarem financeiramente, açambarcarem todas as potencialidades económicas que possam permitir alguma autonomia e formatarem a nossa mente à subjugação da cultura do medo, do servilismo e do inevitável.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já retiraram a capacidade de sobrevivência da nossa economia. Já nos retiraram os direitos conquistados com sangue e lágrimas durante décadas. Querem retirar a nossa capacidade de pensar e agir de mote próprio, a nossa vontade de viver, a nossa esperança num futuro mais justo e em que todos possam participar com liberdade e empenho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pelos diversos continentes, a começar pelos Estados Unidos da América, os agricultores levantam-se em protesto contra esta oligarquia fascizante que, no intuito do lucro fácil a curto prazo, não tem pejo em tornar-nos mutantes, uma civilização doente e sem esperança de futuro, através da necessidade mais básica de vida: a alimentação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Levantemo-nos nós, também, porque está em perigo eminente a sobrevivência da nossa Região tal qual a concebemos e gostamos de ver e sentir, porque se contaminarmos os nossos solos, permitindo o monopólio das culturas a partir de sementes estranhamente manipuladas, estaremos a pactuar com a nossa própria colonização e a pôr em risco a nossa saúde.&lt;/p&gt;</description>
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</item>
<item>
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  <pubDate>Mon, 06 May 2013 01:09:52 GMT</pubDate>
  <title>ENTREGUES À BICHARADA</title>
  <author>livrecomoovento</author>
  <link>https://livrecomoovento.blogs.sapo.pt/63848.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;“Quando os vossos filhos não tiverem pão, não tiverem educação, não tiverem emprego, não tiverem futuro e nem um País…, lembrem-se em que sofá estiveram sentados”.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;right&quot;&gt;&lt;em&gt;Ana Fernandes (professora)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que existe um programa escondido, já nos apercebemos, sem grande esforço, face às medidas atentórias dos fundamentos do regime democrático em que este governo de direita se movimenta impunemente. As práticas fascizantes, as atitudes coléricas, a propaganda obscura e intimidatória são comprovantes, mais que evidentes, dos métodos desta estirpe antidemocrática mascarada duma competência que, cada vez mais, se orienta para o desmantelamento de todas as conquistas alcançadas após 1974.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este governo de direita revanchista é a “testa de ferro” da vingança que os donos de Portugal juraram infligir ao Povo português por este ter ousado pôr em causa o seu domínio absoluto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Somos governados por animais - cada qual com o significado e carga semântica própria - a condizer com as suas atitudes, intenções e práticas governativas. Neste zoológico político cada qual se move em conformidade com os seus próprios objetivos, pelo estímulo próprio da sua espécie e ordem, de acordo com a jaula que ocupa, em função da ração que o alimenta, ou do estábulo que lhe está prometido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Capitaneados por um chefe de fila que apadrinhou um seu clono e indigitou o aluno subserviente perfeito, a matilha também adotou uma velha raposa, arguta e insinuante que tanto menospreza as uvas - alegando estarem verdes - porque não estão ao seu alcance, como inverte o discurso para não perder a oportunidade de participar no banquete, sempre que suspeita da queda de algum bago.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;À volta desta bestialidade, pululam as hienas em estúpidas gargalhadas sem sentido, a não ser que riam de si próprias por apenas terem relações sexuais uma vez por ano e viverem alimentando-se dos excrementos de outros animais. São os obcecados que, na sua natural estupidez, se entretêm a lançar a confusão entre os mais incautos, principalmente, nas redes sociais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os abutres, em sinistros voos circulares, aguardam pacientemente pelos restos putrefatos das presas que, de forma incauta, vão sucumbindo à armadilha engendrada, enquanto os tubarões, insaciáveis, perseguem tudo o que se mexe, infligindo e mantendo um clima de terror sobre quem ouse discordar ou, sequer, perguntar se não há alternativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De cada vez que se entreabre a porta duma jaula dourada descobre-se um BPN, compadrio generalizado, corrupção a rodos, buracos orçamentais, derrapagens em obras públicas concessionadas a privados, doutoramentos de pacotilha, incompetência deliberada, tráfico de influências, e outras que tais, num rol sem fim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas, apesar de tudo isto, ainda há quem - a acreditar nas sondagens - dê o seu apoio aos partidos promotores destas enormidades e acredite nas suas patranhas. Tudo isto me faz lembrar o clássico de literatura “O Triunfo dos Porcos”. Estamos realmente entregues à bicharada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Publicado no jornal INCENTIVO (06.Maio.2013)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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<item>
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  <pubDate>Mon, 08 Apr 2013 00:53:08 GMT</pubDate>
  <title>PRESO POR UM FIO</title>
  <author>livrecomoovento</author>
  <link>https://livrecomoovento.blogs.sapo.pt/63741.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Este governo estrebucha, vitimiza-se, acusa, ataca, engana-se nas previsões, mente, rouba os mais fracos, beneficia os mais fortes e espezinha quem o elegeu enquanto lambe as botas aos especuladores. É o típico governo de direita no seu máximo esplendor. Mas vive num regime democrático de que indecentemente se aproveita para o tentar subverter.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Constituição da República tem sido o último garante a impedir as sucessivas investidas para suspender, adulterar e, mesmo, estropiar o regime democrático em que vivemos desde 1974 - com todos os seus defeitos, mas o melhor que a humanidade conheceu até hoje – e que permitiu o nosso rápido avanço no ensino, na tecnologia e na cultura, ganhando, por mérito próprio, a notoriedade internacional que, agora, nos tentam roubar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um governo de direita só sabe governar em ditadura, ou preso por um fio. É constituído por bem-falantes com discurso populista, martelado e exaustivamente repetido para que os próprios se convençam de que as mentiras que dizem são verdades insofismáveis. São piões de brega, sem vontade própria, desprovidos de qualquer sensibilidade social, possuídos pela missão que lhes foi previamente incutida nas suas mentes formatadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tática deste governo é a tática da incompetência. A culpa é de todos, menos sua; tenta impor-se pela intimidação; a Lei Fundamental não é para ser cumprida, é para ser adaptada às circunstâncias e vontades do momento; nunca há alternativa às suas opções. Negar a existência de alternativa, em qualquer circunstância política ou económica, é usar a expressão mais reles da negação democrática.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas marionetas - doutorados em incompetência por universidades privadas, criadas para produzir burrologia, quanto baste, no mais curto espaço de tempo, ou embevecidos no manuseamento deficiente de folhas de cálculo, forjando variáveis para adulterar resultados que o mais comum mortal obtém, com maior precisão, por mero cálculo mental – vivem num mundo egocentrista em que a verdade é a sua verdade e tudo o mais é irresponsabilidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A trilogia - um governo, uma maioria, um presidente - protagonizado pelo trio PSD/CDS/Bando do BPN mantem-se por via do fio Cavaco, o verdadeiro mentor de toda esta tramoia que começou, com os seus governos, a destruição do nosso setor primário.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os governos de Cavaco, um laboratório de experiências para a futura implementação dum governo direita autocrática em Portugal, destruíram a agricultura, mandaram queimar a nossa frota pesqueira, entregaram o sistema financeiro aos amigos e lançaram os primeiros ataques à Constituição da República.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi o treino preliminar enquanto esperaram a oportunidade para o assalto final, para dominar o poder político, uma vez que, por via da especulação financeira, já tinham destroçado ou entregado, de mão beijada ou a troco de favores, o controlo dos nossos principais setores económicos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A liderança deste governo, com o beneplácito de Cavaco, assentava numa criação fabricada, segundo Relvas, em (3+2) anos – Passos Coelho – assessorado por um arruaceiro – o próprio Relvas – e um experiente inventor de fórmulas com resultados invariavelmente errados - Vítor Gaspar – mas altamente considerado “lá fora”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Relvas demitiu-se porque perdeu força anímica, a alma que concebeu a criatura que é o atual Primeiro-ministro, razão por que a criatura não teve alternativa se não a de ir chorar no ombro-mor, seguindo o método cavaquista de aterrorizar o País, mantendo-o em suspenso durante o fim-de-semana. Mas Cavaco ainda não atingiu os seus objetivos de se vingar do 25 de Abril, pelo que lhe disse o mesmo que Fernando Ulrich: “aguenta”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E a marioneta continua presa pelo fio.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;em&gt;Publicado no jornal INCENTIVO (08/Abril/2013)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 25 Mar 2013 02:22:18 GMT</pubDate>
  <title>AUSTERIDADE FOFINHA</title>
  <author>livrecomoovento</author>
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  <description>&lt;p&gt;Tive a oportunidade de tecer vários considerandos sobre as expetativas do desempenho deste Governo Regional, presidido pelo Dr. Vasco Cordeiro. Em dois artigos – “Novo Governo Vida Nova” e “Novo Governo Outra Política” – enderecei-lhe os meus cumprimentos e expressei a minha sincera esperança de que algo iria mudar para melhor, face à vontade de diálogo então propalada mas que, agora, na prática, se revela de muito deficiente concretização.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ilusoriamente convencido atrevi-me mesmo a escrever: “&lt;em&gt;…tenho fundada esperança que desta vez é que vai ser, tanto mais que a situação já se encontra de tal forma insuportável que terá de ser rapidamente resolvida. Peço-lhe, Sr. Presidente, ouça as pessoas - não só algumas pessoas - e, muito menos, só, aquelas com interesses pessoais...”.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Infelizmente, foi “sol de pouca dura” esta minha vã esperança. Afinal, o discurso não passou da promessa de boas intenções, como de “boas intenções” também não passou o rol enunciado ao longo das 203 páginas do seu Programa de Governo que culminou na “austeridade fofinha” proposta e estranhamente, ou não, viabilizada com a abstenção violenta (onde é que já ouvi isto?) do PSD.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Continuamos a ter um discurso inflamado contra a austeridade violenta da República a par dum paleio fofinho que amortece as malfeitorias da austeridade regional. Na prática, com Sócrates, Passos, César ou Vasco vamos ter a mesma política financeira, as mesmas opções económicas, os mesmos cortes no ensino, nos apoios sociais, na saúde e no trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os contratos com grupos económicos e as parcerias público-privados que mais não fazem do que sugar os nossos recursos financeiros, permanecem intocáveis; mas os contratos de trabalho de quem contribui para a economia podem ser violados; os contratos com bolseiros de investigação, cujos resultados têm levado o nome Açores por toda a comunidade científica mundial, podem ser adulterados. Os apoios ao ensino privado continuam, mas, no público, despedem-se profissionais de ensino e aumenta-se o número de alunos por sala de aula.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma vez que o nível de desemprego nos Açores não pára de crescer, vamos começar a perceber, como já alguém disse por outras palavras, que a nossa necessidade de arranjar emprego está acima das nossas possibilidades e que, até, a nossa necessidade de comer também se encontra no mesmo patamar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não se criam condições concretas para contrariar a recessão, promovendo emprego através da requalificação e recuperação do edificado urbano; apenas se papagueiam boas intenções. No entanto, continuamos a esbanjar dinheiro em campanhas dirigidas a um turismo maciço que não nos procura e a apoiar projetos megalómanos, condenados ao fracasso, que só beneficiam as grandes empresas, enquanto os pequenos empreiteiros locais encerram a sua atividade e vão para o desemprego junto com os seus trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sabemos que não é notícia o encerramento dum grupo de trabalho com cinco ou seis trabalhadores. Notícia é a ameaça de despedimento duma centena de trabalhadores numa empresa com outra dimensão. Esquecem-se, porém, que a junção das várias falências, em diversas ilhas, representa muito mais desemprego, mesmo não sendo notícia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Destacados dirigentes do PS vociferam contra o roubo perpetrado nos subsídios de Férias e Natal, mas nada fizeram, nem fazem para repor esse dinheiro na dinamização da economia regional. Acusam o Governo PSD/CDS de cortar no direito à saúde, o que é verdade, mas praticam o mesmo genocídio, de forma fofinha nos Hospitais e Unidades de Saúde dos Açores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Convocam reuniões, de que fazem grande alarido promocional, para discutir e recolher propostas e opiniões dos parceiros sociais e forças políticas, mas, afinal, as ditas servem apenas para informar do que já está a ser implementado, e mal implementado, segundo as opiniões desses mesmos parceiros. E chamam a isto, diálogo?! Faz-me lembrar o requentar da prática do Subsecretário das Pescas do anterior governo que falava com os pescadores, não para auscultar as suas opiniões, mas para lhes impor as suas decisões. Parece que o estilo “fez escola”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Governo Regional, em concorrência com Passos Coelho, até pretende refundar, ainda não o Estado, mas o conceito de “Orçamento de Base Zero” já que, em vez de orçamentar o financiamento real das necessidades, em substituição da atualização percentual, deturpa o seu princípio, reduzindo as necessidades a zero para que não seja necessária a sua dotação financeira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este Governo Regional não está a trilhar um bom caminho: critica violentamente a política económica e financeira da República que, na prática, aplica com palavras fofinhas nos Açores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;(Publicado no jornal INCENTIVO, 2012/03/25)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 11 Mar 2013 01:50:47 GMT</pubDate>
  <title>PREPOSIÇÕES E ARTIGOS</title>
  <author>livrecomoovento</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #993300;&quot;&gt;&lt;strong&gt;OU DE COMO A LÍNGUA PORTUGUESA É TRAIÇOEIRA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;“Que Cavaco era um leitor atento e exigente já nós sabíamos desde que, para espanto da academia em geral e da academia sueca em particular, criticou os livros de Saramago por terem demasiadas vírgulas. Desta vez, o crítico desviou a sua atenção da pontuação para as preposições. Onde se lê um &quot;de&quot;, deve ler-se um &quot;da&quot;. Não é apenas a preposição &quot;de&quot; que deve estar na lei, é a contração da preposição &quot;de&quot; com o artigo definido &quot;a&quot;. A mudança implica o seguinte: se um presidente &quot;de&quot; câmara não pode recandidatar-se depois de três mandatos, a sua carreira autárquica acaba; mas um presidente &quot;da&quot; câmara não pode recandidatar-se apenas à câmara específica a que preside. Pode recandidatar-se à do lado. Ou a outra qualquer. Há 23 letras no alfabeto, mas Cavaco indicou a única que podia beneficiar os dinossáurios autárquicos.” &lt;/em&gt;(Ricardo Araújo Pereira)&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entendeu Cavaco Silva que remeter-se à contenção de opiniões era a melhor forma de ajudar o governo a cumprir os seus objetivos. Compreende-se que o pretenso representante de todos os portugueses queira apadrinhar e proteger os seus sequazes políticos. Compreende-se, mas não é aceitável atendendo ao cargo para que foi eleito. Mas, mais inaceitável é ser abusivamente reincidente em atitudes extemporâneas – relembro a gravíssima comunicação ao País sobre o nosso Estatuto Autonómico – sempre numa postura de menorização dos respetivos visados. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pode parecer anedótico, não fora a gravidade do assunto, que a criatura interrompa a sua letargia para emitir um parecer que vem, principalmente, favorecer mais alguns dos seus correligionários. É vulgar o uso e abuso destes subterfúgios para absolver criminosos, ilibar corruptos e tornear os meandros da legislação concebida com a intenção de favorecer quem tenha mais poder financeiro. É só mais um aspeto da constante luta pelo poder que os mesmos, sempre os mesmos, os chamados “Donos de Portugal” permanentemente travam para manter o domínio financeiro e político do País.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É vulgar a expressão “a língua portuguesa é traiçoeira” quando, brincando com os múltiplos significantes duma palavra se distorce o sentido duma frase, atribuindo-lhe um significado diferente. Esta faculdade da língua portuguesa permite uma criação literária diversa e intelectualmente rica. Porém, como toda a evolução tecnológica, a linguística pode tornar-se perversa quando usada com deliberada má intenção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma velha anedota refere um indivíduo que, deslocando-se de comboio entre o Porto e Lisboa, tentou entabular conversa com o passageiro a seu lado perguntando-lhe: “O senhor vai para Lisboa?”, a que o referido passageiro respondeu com altivez: “Eu não vou para Lisboa. Eu vou a Lisboa”. O primeiro indivíduo não gostou da resposta e ficou calado, alheando-se do parceiro de conversa. Este, para o rebaixar, pergunta-lhe então: “O senhor ficou pensativo?”, a que o primeiro respondeu: “Estava aqui a pensar se o mandava à fava ou para as urtigas”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A intervenção de Cavaco Silva na interpretação da lei que regulamenta a recandidatura de presidentes de câmara é, em tudo, semelhante à tradicional anedota, pelo que fico indeciso se devo mandar aquela criatura à fava ou para o raio que o parta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Publicado no jornal INCENTIVO)&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 26 Feb 2013 02:11:34 GMT</pubDate>
  <title>﻿OLÁ MIGUEL!</title>
  <author>livrecomoovento</author>
  <link>https://livrecomoovento.blogs.sapo.pt/62771.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #ff6600; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;VIESTE HOJE ÀS AULAS?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&quot;Admito que a revolução seja uma utopia, mas no meu dia a dia procuro comportar-me como se ela fosse tangível. Continuo a pensar que devemos lutar onde exista opressão, seja a que nível for&quot;&lt;/em&gt;&lt;em&gt; (Zeca Afonso)&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pode parecer descontextualizado o título deste meu artigo e a citação do Zeca, mas vou tentar transmitir o que me levou a, simultaneamente, escrever sobre um atentado ecológico e a pureza cristalina, sabendo, à priori, da impossibilidade de misturar um derramamento de petróleo bruto com a transparência deslumbrante da água.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No dia 23 de fevereiro perfizeram-se 26 anos sobre a morte do autor de “Grândola Vila Morena”. Magoadas, desiludidas e revoltadas pelo beco a que a direita, que Zeca tanto combateu, tem conduzido Portugal, as pessoas cantam a senha, abraçada pelos militares do 25 de Abril, nos atos públicos em que participe algum membro do governo, com destaque, compreensível, para a presença do cada vez mais odiado Miguel Relvas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Zeca foi um homem íntegro, coerente com os seus ideais, amigo capaz de fazer um concerto com a finalidade de angariar fundos para pagar em tribunal a defesa de quem precisasse do seu auxílio. Poeta, músico e sonhador, dedicou a sua vida à causa da luta contra a opressão e o obscurantismo. Foi preso e espancado por defender a liberdade com música e poesia. É com toda a propriedade um ícone do 25 de Abril que faz qualquer estudante, mesmo o menos sensível, se sentir emocionado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não se admire, pois, quem assistir às vaiadas estudantis, e não só, a outro ícone, o “grilo falante” da mentira, do cinismo e da hipocrisia, o “testa de ferro” da corrupção e do favorecimento. Indigna-se qualquer estudante da Universidade pública que queima pestanas, passa noites em claro e sofre de ataques de ansiedade só de pensar que o resultado do seu exame pode ditar um futuro a perder quando se confronta com “canudos” comprados numa qualquer privada em que o maior mérito exigido para ser licenciado é ter quem lhe pague o diploma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nada que esteja em contradição com a política deste governo de direita, diga-se em abono da verdade. Para chegar ao poder mentiu “a torto e a direito”, garantindo que conhecia todos os “dossiers”; que nunca desculparia a sua incompetência com desconhecimento de causa; que jamais cairia na estupidez de retirar o Subsídio de Natal aos portugueses; que era impensável sobrecarregar os trabalhadores com mais impostos; que …&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não se admire, portanto, quem ouvir um estudante dizer: “Vai estudar, oh Relvas!”. Os jovens, como disse o Zeca, em 1984, “estão à mercê dum sistema que não conta com eles, mas que, hipocritamente, fala deles… O sistema oprime-os criando-lhes uma aparência de liberdade”. Não é, então, de estranhar a pergunta insistente dum estudante: “Olá Miguel! Vieste hoje às aulas?” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Zeca lutou pela liberdade de expressão, pelo direito à justiça; o que Relvas quer é libertinagem de discurso e a imposição unilateral de ideias. Relvas é um psicopata natural, tenta transmitir uma sensação de omnipotência - característica destes indivíduos com traços psicopáticos que consideram tudo lhes ser permitido - agindo somente em benefício próprio e dos seus mandantes sem olhar a meios para alcançar os seus fins. Apesar de por vezes ter a plena consciência das suas intenções – quando disse que dormia mal com os números do desemprego – Relvas não sente culpa. Um psicopata raramente aprende com os seus erros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como alguém definiu, “a característica do psicopata é não demonstrar remorso algum, nem vergonha, quando elabora uma situação que ao resto dos mortais causaria espanto. Quando é demonstrado o seu embuste, não se embaraça; simplesmente muda a sua história ou distorce os fatos para que se encaixem de novo”. Foi o que fez Relvas - e seus sequazes - vitimando-se por não ter tido condições para falar no ISCTE, como se não tivesse toda uma panóplia de meios de comunicação social a soldo, secundada por uma chusma de comentadores de encomenda que lhe proporcionam todo o tempo de antena que quiser.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que aconteceu no ISCTE não foi um ataque à liberdade de expressão, foi um ponto alto na liberdade de expressão, e dá vontade de dizer que afinal a universidade ainda põe estudantes a pensar e a participar no debate político. Cada um luta com as armas que tem e, como dizia o Zeca, “… a única atitude é aquela que nós tivemos, refiro-me à minha geração, de recusa frontal… inteligente, se possível, até, pela insubordinação, se possível, até, pela subversão do modelo de sociedade que lhes está a ser oferecido...”.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 23 Feb 2013 15:25:07 GMT</pubDate>
  <title>PSD/CDS - UM GOVERNO DE PSICOPATAS</title>
  <author>livrecomoovento</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn1/69637_346122045496361_147232841_n.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como actua o psicopata:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os psicopatas são pessoas que, à partida são inofensivas e vistas como indivíduos “normais” por quem os conhecem superficialmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;►Com uma sensação de omnipotência, os indivíduos com traços psicopáticos consideram que tudo lhes é permitido, agindo somente por benefício próprio sem olhar aos meios para alcançar os seus fins. O psicopata não sente culpa. Apesar de muitas vezes ter a plena consciência das suas intenções, um psicopata raramente aprende com os seus erros. “A sua aparente normalidade, a sua ‘máscara de sanidade’, torna-o mais difícil de ser reconhecido e, logicamente, mais perigoso.” Exprimindo-se com elegância, as suas histórias, apesar de falsas, conseguem cativar e convencer, deixando-o numa boa situação perante as pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;►O discurso de um psicopata desempenha um papel importante no seu comportamento enganoso e manipulador. Altamente seguro de tudo o que diz, o seu principal objectivo é manipular e controlar os outros. “Mentir, enganar e manipular são assim talentos naturais de um psicopata.” A característica do psicopata é não demonstrar remorso algum, nem vergonha, quando elabora uma situação que ao resto dos mortais causaria espanto. Quando é demonstrado o seu embuste, não se embaraça; simplesmente muda a sua história ou distorce os fatos para que se encaixem de novo.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 01 Feb 2013 03:00:46 GMT</pubDate>
  <title>OS &quot;JOBS&quot; E OS &quot;BOYS&quot;</title>
  <author>livrecomoovento</author>
  <link>https://livrecomoovento.blogs.sapo.pt/62335.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #993300;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Tahoma;&quot;&gt;É ASSIM QUE SE CORTAM AS GORDURAS DO ESTADO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Tahoma;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: navy; font-family: Tahoma;&quot;&gt;MAIS VINTE E CINCO !&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Tahoma;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 284/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa a licenciada Isabel Alexandra Rodrigues Cordeiro, como&lt;br /&gt;técnica-especialista, para exercer funções nas áreas de museologia e&lt;br /&gt;do património no Gabinete do Secretário de Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 285/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa a licenciada Teresa Margarida Gomez de Sousa Botelho de&lt;br /&gt;Albuquerque para exercer as funções de adjunta do Gabinete do&lt;br /&gt;Secretário de Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 286/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;      Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;Designa Genoveva Maria Delfino Correia Pissarro Cardoso, para exercer&lt;br /&gt;funções de apoio auxiliar no Gabinete do Secretário de Estado da&lt;br /&gt;Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 287/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa Clara Maria Neves de Oliveira, como secretária pessoal do&lt;br /&gt;Gabinete do Secretário de Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 288/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa Maria Gorete de Almeida e Silva, para exercer as funções de&lt;br /&gt;apoio técnico administrativo do Gabinete do Secretário de Estado da&lt;br /&gt;Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 289/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa o licenciado PedroTeotónio Duarte de Almeida Miranda&lt;br /&gt;Albuquerque, para exercer funções como técnico-especialista do&lt;br /&gt;Gabinete do Secretário de Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 290/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa Sérgio Paulo Campos Mendes, para exercer as funções de&lt;br /&gt;motorista do Gabinete do Secretário de Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 291/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa Nuno Miguel de Jesus Gonçalves, para exercer as funções de&lt;br /&gt;motorista do Gabinete do Secretário de Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 292/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa Maria da Conceição Candeias Pão Mole Pereira de Carvalho, para&lt;br /&gt;exercer funções de apoio técnico administrativo no Gabinete do&lt;br /&gt;Secretário de Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 293/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa Alice da Silva Pereira Nunes, para exercer as funções de apoio&lt;br /&gt;técnico administrativo no Gabinete do Secretário de Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 294/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa a licenciada Maria João da Cruz Valente, como&lt;br /&gt;técnica-especialista para exercer funções nas áreas financeira e da&lt;br /&gt;gestão de informação no Gabinete do Secretário de Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 295/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa Eugénia de Jesus Mendes de Campos, para exercer funções de&lt;br /&gt;apoio técnico administrativo no Gabinete do Secretário de Estado da&lt;br /&gt;Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 296/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa Diogo Cara d&apos;Anjo Miguéns, para exercer funções de apoio&lt;br /&gt;técnico administrativo no Gabinete do Secretário de Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 297/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa Maria Lucília Ribeiro Delgado Catrola, para exercer as funções&lt;br /&gt;de apoio técnico administrativo do Gabinete do Secretário de Estado da&lt;br /&gt;Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 298/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa Dário Fernando Tosta Cardoso, para exercer funções de apoio&lt;br /&gt;auxiliar no Gabinete do Secretário de Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 299/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa Joaquim Francisco Margalho Serrano, para exercer as funções de&lt;br /&gt;coordenador do apoio do Gabinete do Secretário de Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 300/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa a licenciada Sofia Margarida Vala Rocha, para exercer as&lt;br /&gt;funções de adjunta do Gabinete do Secretário de Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 301/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa Isabel Cristina da Cruz Flores Correia Marcelo, para exercer&lt;br /&gt;funções como secretária pessoal no Gabinete do Secretário de Estado da&lt;br /&gt;Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 302/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa André Wilson da Luz Viola, para exercer funções de motorista&lt;br /&gt;do Gabinete do Secretário de Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 303/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa Mário Rui Braga Rodrigues Carneiro, para exercer as funções de&lt;br /&gt;adjunto do Gabinete do Secretário de Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 304/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa Fernando Manuel Pombas Catrola, para exercer funções de&lt;br /&gt;coordenador de apoio no Gabinete do Secretário de Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 305/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa a licenciada Maria Inês Sousa Lopes Dias Costa Carvalho, para&lt;br /&gt;exercer funções na área financeira no Gabinete do Secretário de Estado&lt;br /&gt;da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 306/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa a licenciada Filipa Faria Nunes Lopes de Matos, como&lt;br /&gt;técnica-especialista, para exercer funções na área da gestão cultural&lt;br /&gt;no Gabinete do Secretário de Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 307/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa o licenciado Rui Miguel Morais Lalanda Roseiro Boavida, para&lt;br /&gt;exercer funções como técnico-especialista do Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 308/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa a licenciada Inês Paula da Cunha Freitas, para exercer funções&lt;br /&gt;nas áreas de museologia e do património no Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·                 Despacho n.º 309/2013. D.R. n.º 5, Série II de&lt;br /&gt;2013-01-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de&lt;br /&gt;Estado da Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designa a licenciada Vera Maria Duarte Mendes Castanheira, para&lt;br /&gt;exercer funções na área jurídica no Gabinete do Secretário de Estado&lt;br /&gt;da Cultura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 27 Jan 2013 22:12:32 GMT</pubDate>
  <title>O MERCADO DAS ILUSÕES E A REALIDADE EM QUE VIVEMOS</title>
  <author>livrecomoovento</author>
  <link>https://livrecomoovento.blogs.sapo.pt/62201.html</link>
  <description>&lt;p&gt;O governo da República e os seus parceiros da especulação financeira montaram uma operação cosmética de pura propaganda para presentear o clã dos “bons rapazes” a soldo dos mercados financeiros, num momento em que a evidência do rotundo falhanço da política de direita se revela avassaladora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando todos os indicadores económicos revelam o seu agravamento em espiral recessiva; a dívida que já era astronómica aumentou; o PIB continua a afundar-se; o défice só ficou nos 5% devido à receita extraordinária da venda da ANA e aos cortes nos salários e pensões; o consumo atingiu mínimos históricos; e, até as exportações – a joia de que se vangloriava este governo – têm tendência para estagnar, o que poderá ter contribuído para esta encenação?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a credibilidade abaixo de zero e uma competência tecnocrata cada vez mais duvidosa e discutível havia a necessidade urgente e inadiável de apresentar uma medida que permitisse um fôlego a este governo. Não podemos esquecer que estamos em ano de eleições autárquicas e há muitos interesses obscuros a preservar nas hostes laranja. A onda de protestos vinda de barões do próprio PSD e o sentimento de revolta das populações do interior que se sentem desprezadas necessitavam de ter um paliativo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aproveitando a conjuntura favorável fomentada pelas medidas criadas “in extremis” pelo BCE para travar a crise do euro - com destaque para o programa de compra de dívida – apaziguaram os especuladores, garantindo-lhes que nenhum país cairá porque, em último recurso, o próprio BCE o financiará, o governo ensaiou uma extemporânea “ida aos mercados” porque sabia, de antemão, que a procura seria coroada de êxito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Embalado por este “balão de oxigénio”, Passos Coelho desenvolveu no seu imaginário um ciclo de expansão económica apoiado no pedido de alargamento dos prazos do pagamento dos empréstimos que Gaspar protagonizara junto do Eurogrupo já com o propósito desta ação de cosmética mercantil, e encomenda aos seus “grilos falantes” - os mesmos que vomitavam veneno quando gente de bom senso exigia negociações com os nossos credores – a propaganda convicta desta boa nova.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O essencial volta a ficar ignorado: como é que vamos pagar este aumento de dívida se a economia está em progressiva recessão, as falências proliferam e o desemprego não para de crescer?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como é que vamos gerar recursos que nos permitam sobreviver e equilibrar a nossa balança de pagamentos quando não existe investimento, os cortes salariais têm um efeito negativo na arrecadação de impostos e a diminuição de contribuições para a Segurança Social põe em perigo a sua sustentabilidade e a capacidade de ocorrer às situações de doença, às calamidades sociais e ao pagamento de pensões de reforma?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para mim, esta ida aos mercados não passou dum embuste que apenas garante o pagamento de juros aos especuladores e mantem a ilusão de quem ainda dá o benefício da dúvida a esta política destruidora. Na prática, o aumento da dívida só nos empurra para um segundo resgate a breve trecho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi neste enquadramento que decorreu o XV Congresso do PS-Açores e aguardámos, com alguma ansiedade, os discursos finais do Secretário-Geral do PS, António Seguro, e do Presidente do PS-Açores e do Governo Regional, Vasco Cordeiro, uma vez que tínhamos apreciado as intervenções iniciais de António Costa, presumível concorrente de António Seguro e Berto Messias, líder parlamentar do PS-Açores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o mais incauto militante, enlevado pelo ambiente partidário, António Seguro poderá parecer “de alma e coração” com a política que o PS-Açores diz pretender implementar, mas as grandes diferenças residem nos pormenores. O seu discurso foi o mais vago possível, virado para as personalidades, num constante lamentar da não implementação das suas propostas pelo atual governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Elogiou a escolha do governo dos Açores pelo seu enfoque no mar de forma circunstancial, sem nada preconizar num assunto que é mais amplo, extravasa a Região e é crucial para o País. Definiu as suas prioridades de forma não coincidente com a política económica e social que Vasco Cordeiro anunciou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na sua ordem de prioridades vem, em primeiro lugar, a captação do investimento externo, sem dizer em quê, depois as exportações e as relações comerciais com países terceiros, tendo destacado os países da América do Sul e a China e só em último lugar refere a dinamização da economia como forma de ultrapassar a crise. São nestes pormenores que residem as grandes diferenças e consequentes incompatibilidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vasco Cordeiro focou o seu discurso nas pessoas e colocou em primeiro lugar a dinamização dos sectores primários e o apoio ao investimento das pequenas empresas, sublinhou a intenção do reforço dos apoios sociais e o empenhamento na resolução dos problemas do nosso Serviço Regional de Saúde. Prometeu abertura e verdade. Pediu a colaboração de todos os sectores sociais e políticos da Região.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aguardamos a concretização destas intenções, a implementação de medidas urgentes a curto prazo, de eficácia imediata, que travem o crescimento do desemprego e invertam a tendência recessiva da nossa economia. Esperamos que não se refugie nos malefícios que o governo de direita nos impõe para justificar qualquer insucesso, e apresente propostas de esquerda que representem uma clara alternativa à austeridade que nos foi imposta, travando, assim, nos Açores, o desígnio do “ajuste de contas” que as forças obscuras dum passado retrógrado teima em prosseguir.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;em&gt;Publicado no jornal INCENTIVO&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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